Promover a conscientização e prevenção do câncer de
cabeça e pescoço, além da necessidade de reabilitação fonatória aos pacientes
laringectomizados. Esse foi o objetivo da audiência pública promovida pelo
deputado Coronel Azevedo (PSC), na tarde desta segunda-feira (30), na
Assembleia Legislativa.
“Esse é um assunto de extrema relevância na
sociedade. No Brasil, em casos avançados desses tumores, cerca de 10 mil
pessoas já morreram. Já os sobreviventes enfrentam perdas irreversíveis, que
afetam a sua qualidade de vida antes, durante e após tratamento. Anualmente,
acontece a campanha nacional de prevenção do câncer de cabeça e pescoço,
conhecida como “Julho Verde”, que busca ampliar o número de diagnósticos
precoces. E é tudo isso que iremos discutir hoje”, iniciou o parlamentar.
Abrindo os discursos da Mesa dos Trabalhos, a
presidente da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG
Brasil), Melissa Ribeiro, explicou que a associação está convocando audiências
públicas em todo o País, a fim de chamar a atenção não apenas para a
importância do diagnóstico precoce, mas também para o fato de que os pacientes
são alvos muito fáceis da Covid.
Em seguida, a advogada e membro da associação,
Daniela Kovaliski, destacou que o grupo está bastante esperançoso de que a
audiência gere uma ação positiva da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN
(Sesap/RN).
Na sequência, o coordenador do Serviço de Cirurgia
de Cabeça e Pescoço da Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer, Dr. Luiz
Eduardo Barbalho, falou sobre a definição do câncer de laringe; a
epidemiologia; por que o assunto deve ser tratado como um problema de Saúde
Pública; tratamento precoce x tardio; e sequelas.
Dando continuidade ao evento, o paciente Cosme da
Silva, do município de Senador Elói de Souza, contou um pouco da sua experiência
e destacou a importância do filtro e do adesivo para os laringectomizados.
Para a Dra. Maria Alice Cavalcante, fonoaudióloga e
atuante na área há vinte anos, a pandemia trouxe um atraso imenso com relação
ao diagnóstico.
Sobre a possibilidade de criação de uma associação
para o RN, a doutora explicou que as forças seriam somadas, e não divididas.
Como encaminhamentos, o Coronel Azevedo citou a
audiência que será realizada com o secretário estadual de Saúde. O parlamentar
disse também que pediria a cooperação do Ministério Público Estadual junto à
demanda da associação, caso não seja atendida pela Sesap. Ele disse ainda que,
se a associação estadual for criada, irá destinar recursos do seu mandato para
auxiliar a futura instituição.