5 de fevereiro de 2015

HUMBERTO GONDIN RECEPCIONA GOVERNADOR ROBINSON FARIA DURANTE VISITA AO SERIDÓ

O ex-vereador de Parelhas, Humberto Gondin, esteve presente em Caicó nesta quarta-feira, (05), para recepcionar o Governador, Robinson Faria. Humberto estava acompanhado do suplente de vereador, Gonzaga.

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Humberto é postulante à mais uma disputa na eleição para prefeito de Parelhas em 2016, e para tal, espera contar com o apoio de todo o grupo oposicionista e com o apoio do Governador Robinson Faria.

Quando ainda era vice-governado, Robinson Faria foi padrinho de casamento da filha de Humberto.

Além do Governador, Humberto e Gonzaga também recepcionaram o Deputado Nelter Queiroz, o Secretário Hudson Pereira e demais membros da comitiva.

VICE-GOVERNADOR APOSTA EM REAPROXIMAÇÃO DO GOVERNO COM O DEPUTADO JOSÉ DIAS

O vice-governador Fábio Dantas (PCdoB) espera que o episódio envolvendo o deputado estadual José Dias seja superado no âmbito do governo, permitindo uma reaproximação entre o parlamentar e o governador Robinson Faria.

Vice-governador aposta em reaproximação do governo com José Dias.

Nesta quarta-feira (4), os dois conversaram no plenário da Assembleia Legislativa, enquanto Dias reafirmava enfaticamente suas posições. Chegou a se colocar no lugar de Robinson em dados momentos. “Se eu fosse o governador preferia renunciar a ter que fazer o que ele fez”, disse sobre a manobra dos fundos previdenciários, votação na qual, aliás, Zé Dias votou com o governo. “Fui contra o que eu acreditava por ele”, ressaltou.

Instantes depois, Fábio Dantas falou à reportagem. “Espero que esse episódio seja superado. Zé Dias culpa Robinson, mas o governador não tem culpa nenhuma. Se houve culpa foi de outra pessoa, não do governador. Aconteceu que o candidato à presidência, Ezequiel Ferreira, soube se impor”, avaliou Fábio.

Para a sessão de hoje, é aguardado um pronunciamento do deputado José Dias ainda a respeito dos eventos que o levaram a se distanciar do governador Robinson Faria

PRESIDENTE DE ASSOCIAÇÃO DE JARDIM DO SERIDÓ SOLICITA DO GOVERNADOR POÇOS PARA COMUNIDADES RURAIS

O presidente da associação das comunidades rurais, Tanques, Cachoeira e circunvizinhos em Jardim do Seridó, João Batista de Brito, “Batista de Dixe”, entregou pessoalmente ao secretário Recursos Hídricos do RN, Mairton França, ofícios solicitando instalações e perfurações de poços para as comunidades rurais que compõem a associação.

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Segundo informações do presidente, existem alguns poços já perfurados nas comunidades, mas que precisam de instalações para poder beneficiar os agricultores, e que outros poços precisam ser perfurados para atender a demanda de água nas comunidades.

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Reforçando seu pedido, “Batista de Dixe” ainda falou com o Secretário de Articulação Política, Hudson Pereira, e com o Governador, Robinson Faria.

TAIWAN PROCURA DESAPARECIDOS APÓS ACIDENTE DE AVIÃO

As equipes de resgate de Taiwan procuravam nesta quinta-feira (5) em um rio 12 pessoas desaparecidas após o acidente de um avião da companhia TransAsia, que bateu em uma ponte antes de cair na água na quarta-feira (4), em uma tragédia que deixou 31 mortos.

Destroços do avião da Transasia que caiu em Taiwan nesta quarta-feira (4) são retiradas de rio nesta quinta-feira (5) pelas equipes de resgate; 12 pessoas ainda estão desaparecidas (Foto: Sam Yeh/AFP)

O piloto, que ao que parece fez o possível para evitar uma queda em áreas residenciais, foi elogiado como um herói por especialistas em aviação e pela imprensa local.

Centenas de pessoas, incluindo mergulhadores e soldados, participavam nas operações de resgate nas águas geladas do rio no qual caiu a aeronave ATR 72-600. O avião partiu em vários fragmentos.

O acidente aconteceu na manhã de quarta-feira pouco depois da decolagem do voo GE235, com 53 passageiros e cinco tripulantes a bordo. O avião percorreria o trajeto entre Taipé e a pequena ilha de Kinmen, situada perto do continente chinês, mas controlada por Taiwan.

Imagens feitas por testemunha do acidente mostram o avião realizando uma manobra muito brusca sobre uma ponte e batendo na ponta do viaduto antes de cair no rio em Taiwan (Foto: Reprodução/Twitter/Missxoxo168)

Imagens impactantes de um cinegrafista amador mostram o momento em que o ATR 72-600 perde altura e bate na ponte com a asa, antes de cair no rio.

O balanço mais recente das autoridades locais registra 31 mortos, 15 pessoas resgatadas e 12 desaparecidas.

 

PORTAL DA GLOBO MOSTRA CONSTRUÇÃO DE PRESÍDIO FEITA POR PRESOS COM AJUDA DE DOAÇÕES EM CIDADE DO RN

Acostumados a dividir colchões e redes em três pequenas celas, os presos do Centro de Detenção Provisória de Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, passarão em breve a dormir nos beliches individuais que ajudaram a construir. Inaugurado nesta quinta-feira (5), o novo prédio ampliará em quatro vezes a capacidade da unidade prisional, que atualmente é ocupada por 46 presos, mas na teoria só poderia encarcerar 15 homens.

Presos ajudaram a construir o Centro de Detenção de Apodi, no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)

Sem repasses do governo durante os oito meses de construção, o projeto foi viabilizado graças a um esforço conjunto que envolveu direção da unidade prisional, Justiça, Ministério Público, empresas e uma organização não-governamental. "É uma obra comunitária, construída com a contribuição da comunidade", define o diretor do Centro de Detenção, Márcio Morais.

A obra custou R$ 150 mil, dos quais R$ 110 mil foram pagos pela Comarca de Apodi por meio da arrecadação de penas pecuniárias - multas aplicadas nos processos. O Ministério Público entrou com o projeto arquitetônico e os demais apoiadores contribuíram com cimento, tubos de aço, tijolos, telhas, equipamentos e uma cisterna com capacidade para 16 mil litros. A mão-de-obra incluiu dez presos, que trabalharam como pedreiros e serventes de pedreiro.

O Centro de Detenção custodiava presos de cinco municípios - Apodi, Severiano Melo, Itaú, Felipe Guerra e Rodolfo Fernandes - em celas construídas na parte dos fundos da delegacia da cidade. Para a construção do novo prédio, o diretor aproveitou o espaço do quintal. São sete celas com capacidade para 60 presos. No lugar das três antigas celas, a pretensão de Márcio Morais é montar um cartório, um alojamento para os agentes penitenciários e um refeitório para os detentos.

O promotor Sílvio Brito, do Ministério Público, lembra que a ideia de ampliar o Centro de Detenção Provisória surgiu em um momento crítico. "Foi quando precisei pedir a soltura de presos perigosos porque faltavam vagas. É extremamente desleal ter que devolver criminosos para a sociedade porque o Estado não pode prover essa estrutura", explica.

Além de solucionar o problema da superlotação da unidade, Márcio Morais garante a segurança do projeto. "As paredes, o teto e o piso têm concreto reforçado e telas de ferro. Fuga aqui só com facilitação ou resgate", afirma o diretor, que decidiu homenagear um antigo colega com a nova unidade. O novo Centro de Detenção se chamará Ronilson Alves da Silva em homenagem a um agente penitenciário morto no ano passado em Mossoró, na região Oeste do estado.

Superlotação
Antes da mudança para o novo prédio, a realidade do Centro de Detenção de Apodi era semelhante aos demais 19 centros de detenção provisória do Rio Grande do Norte. "Aqui são 16 presos. Nove no chão e divide em três colchões. O resto, mais antigo, fica nas redes. É um batendo no outro", relatou o detento Isac Almeida Pereira, de 18 anos. O jovem está há três meses no Centro de Detenção de Apodi e é um dos 18 presos provisórios custodiados. Os demais 28 detentos já foram condenados pela Justiça e deveriam estar nas penitenciárias do estado cumprindo o regime fechado.

Márcio Morais é diretor do Centro de Detenção Provisória de Apodi, no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)

A Coordenação da Administração Penitenciária Estadual, vinculado à Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), calcula um déficit de 2.135 vagas só nos Centros de Detenção Provisória do Rio Grande do Norte. São 7.101 pessoas presas em uma estrutura que só dispõe de 4.466 vagas. Neste quesito, o Centro de Detenção de Apodi vai fugir à regra a partir de agora. Com 46 presos custodiados, a unidade tem 14 vagas sobrando.

Depois de reunião para tratar dos problemas do sistema prisional nesta quarta-feira (4), o coordenador de Administração Penitenciária, Leonardo Freire, colocou a superlotação como um dos maiores desafios da gestão do governador Robinson Faria (PSD). "Estamos propondo a criação de uma força tarefa para tratar o assunto com a prioridade que o caso requer, a fim de ampliar nossas unidades prisionais e acabar com a superlotação carcerária", afirmou. Além dos 20 Centros de Detenção Provisória, o RN tem atualmente quatro cadeias públicas e oito presídios.

Superlotação era realidade no Centro de Detenção de Apodi, no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)

Dos dez presos que participaram das obras do novo Centro de Detenção, sete já estavam custodiados na unidade. Todos trabalharam como serventes de pedreiro. Os demais vieram do Centro de Detenção Provisória de Parnamirim e da Cadeia Pública de Caraúbas para serem pedreiros na obra. A recompensa dos detentos será a remissão da pena. Para cada três dias trabalhados, um a menos encarcerado, no entanto, todos alimentam um sonho mais profundo: reconstruir a vida.

Antônio Antonino trabalhou como pedreiro na obra do Centro de Detenção de Apodi, no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)

Antônio Antonino da Rocha, de 48 anos, era pedreiro em uma construtora até ser detido por um crime sexual. Impedido de atuar na profissão que exercia há 20 anos por estar preso, ele conta o que sentiu ao começar a trabalhar na obra. "Me imaginei construindo minha casa para a minha família", conta o pai de seis filhos, para quem os familiares fazem falta. "A solidão é grande, mas vou me redimir e estou lutando para reconstruir", diz.


O detento veio do Centro de Detenção de Parnamirim, mas pretende permanecer em Apodi e cumprir o resto de sua pena na unidade prisional que ajudou a erguer.

O preso Gilson Júlio acredita no trabalho para ressocialização de detentos no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)

Companheiro de Antonino no canteiro de obras, o pedreiro Gilson Júlio da Silva, de 43 anos, veio da Cadeia Pública de Caraúbas para trabalhar em Apodi. "Não tinha o que fazer antes. Para ressocializar o preso, é preciso qualificar em seja lá o que for para que ele saia com o bom pensar. É difícil pensar no bom quando não se tem o bom para você", afirma.

O arrependimento também está nas palavras de José, preso que preferiu se identificar  apenas pelo primeiro nome. Natural de Apodi, José está há seis meses no centro de detenção. "Me iludi com as drogas. Sei que isso não leva nada a ninguém. Agora quero sair daqui para batalhar por minha família. Sou analfabeto, tenho três filhos e quero conseguir pelo menos o estudo deles", conta.

Juíza Kátia Guedes cirou conta para arrecadar multas pecuniárias no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)

Maior financiadora do novo centro de detenção, a Comarca de Apodi viu na arrecadação de penas pecuniárias a chance de contribuir para a melhoria da cidade. A juíza Kátia Guedes, titular da comarca, julgou 234 processos criminais provenientes de cinco municípios em 2014. Do total, 95 processos resultaram em penas pecuniárias.


A aplicação da pena, segundo a juíza, depende da gravidade do crime cometido e o valor a ser cobrado varia de acordo com a condição social do julgado. "Para organizar o que era arrecadado criamos uma conta única onde depositamos todo o dinheiro de penas pecuniárias", explica a magistrada. A partir daí, a juíza conta que se baseou em uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para aplicar os recursos. “Não temos só a caneta. Podemos fazer muito mais"

"O CNJ determina que quando não destinados à vitima ou aos seus dependentes, os recursos devem ser revertidos para entidade públicas, preferencialmente nas áreas de segurança, saúde e educação, ou para entidades privadas com finalidade social que estejam previamente conveniadas", afirma Guedes.

Centro de Detenção Provisória custodiará 60 presos em Apodi, no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)

A comarca calcula uma arrecadação de R$ 190 mil desde abril do ano passado. A maior parte do dinheiro foi investido no Centro de Detenção Provisória, mas também teve como destino a 2ª Companhia de Polícia Militar, a 2ª Companhia de Polícia Rodoviária Estadual, a Associação de Proteção e Assistência a Maternidade e Infância (Apami) e a Associação de Proteção dos Animais (APA).


A juíza conta que acompanhou a construção do centro de detenção diariamente e se diz realizada com o resultados alcançados. A expectativa da magistrada é que o projeto da unidade prisional vire um modelo replicado nas demais comarcas do estado. "Foi um esforço coletivo e espero que mais comarcas sigam o exemplo. Não temos só a caneta, podemos fazer muito mais", afirma Guedes.

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