19 de março de 2026

DINHEIRO DO INSS PODE TER BANCADO VIAGENS LIGADAS A LULINHA

A Polícia Federal investiga se recursos desviados de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram utilizados para financiar despesas vinculadas a uma agência de viagens associada ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. 

 

A apuração tem como base relatórios obtidos a partir da quebra de sigilos bancários de envolvidos no esquema. 

 

Os investigadores identificaram movimentações financeiras que partem do empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como operador do esquema que é conhecido como “Careca do INSS”, e passam por intermediários até chegar a empresas ligadas ao setor de turismo.

 

Entre os destinatários aparece a empresária Roberta Luchsinger, que recebeu valores expressivos e posteriormente realizou pagamentos a uma agência de viagens. 

 

De acordo com os dados analisados, Luchsinger recebeu cerca de R$1,1 milhão e transferiu aproximadamente R$640 mil para a empresa de turismo. 

 

A Polícia Federal aponta que essa agência está associada a registros de passagens vinculadas ao nome de Lulinha em sistemas de controle aéreo, o que levantou a hipótese de uso indireto dos recursos para custear viagens. 

 

SEIS PESSOAS SÃO PRESAS NO RN ACUSADAS DE RIFAS ILEGAIS PROMOVIDAS POR INFLUENCIADORES DIGITAIS ; JUSTIÇA BLOQUEIA R$ 14,8 MILHÕES

Seis pessoas foram presas e mandados judiciais para bloquear R$ 14,8 milhões em contas bancárias foram cumpridos pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (18), durante uma operação que investiga rifas ilegais, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

 

Segundo a polícia, os mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra três influenciadores digitais e outras pessoas ligadas a eles, investigados por promover as rifas ilegais.

 

As diligências foram realizadas nos municípios de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana da capital.

 

Durante a manhã, a polícia havia informado quatro prisões, mas atualizou o número de presos início da tarde.

 

Segundo a polícia, as rifas eram ilegais, porque não contavam com aval do Ministério da Fazenda. Nas ações, os influenciadores ofereciam veículos que chegavam a custar até R$ 200 mil e informavam que as pessoas podiam supostamente concorrer através de valores irrisórios, como R$ 0,25.

 

Além do bloqueio nas contas dos investigados, a Justiça determinou o sequestro de veículos supostamente utilizados para a prática de lavagem de dinheiro e para a promoção das rifas ilegais. Os carros foram avaliados, juntos, em mais de R$ 2 milhões.

 

Policiais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão na Grande Natal — Foto: Reprodução

 

Policiais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão na Grande Natal — Foto: Reprodução

 

"O valor corresponde ao montante identificado nas investigações, podendo a efetiva constrição patrimonial ocorrer de forma parcial ou total, a depender do resultado das medidas judiciais", informou a polícia.

 

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam redes sociais para divulgar e impulsionar as rifas, atraindo grande número de participantes e movimentando valores expressivos de forma irregular.

 

As identidades dos investigados não foram informadas pela polícia. Mais informações sobre o caso deverão ser divulgadas ao longo desta quarta-feira (18), segundo informou a corporação.

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que continuará a fazer diligências para a investigação. A ação recebeu o nome de “Operação Rifeiros” e contou com a atuação de mais de 50 policiais civis.