19 de novembro de 2025

EX-CANDIDATO À VEREADOR EM PARELHA É MORTO A TIROS EM SÍTIO EM JARDIM DO SERIDÓ

O crime de homicídio foi registrado  no município de Jardim do Seridó, tendo como vítima o ex-candidato à vereador na cidade de Parelhas,  Gilvan Francisco de Araújo, de 49 anos, morto a tiros no sítio Logradouro, em Jardim do Seridó.

 

 


Segundo informações, Gilvan estava morando e trabalhando no referido sítio, de propriedade de “Nelcinho de Nelson Clodomiro” há 4 meses, junto com a companheira, e recentemente passou a morar sozinho após se separar, e foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, (19), pelo colega de serviço, que passava o dia no sítio, e a noite voltava para a casa de uma irmã onde dormia.

 

 

Cheguei, tirei a sela do cavalo e viu a porta aberta, ai gritei para Gilvan perguntando se o café estava pronto, ele não respondeu, ai vi a roupa dele estendida no varal, e achei que ele estava no chiqueiro dos bodes. Olhei lá e ele também não estava, entaõ entrei no casa e vi ele caído e muito sangue, então percebi que ele estava morto. Nem sei como consegui arrear o cavalo novamente, e sai em disparada até a casa da minha irmã, e ela ligou para Nelcinho. Foi um susto grande demais!” Narrou o colega da vítima.

 

 

As polícias, Civil e Militar, e o ITEP estiveram no local, e constataram que o mesmo foi morto com vários tiros, possivelmente em uma execução, haja vista que nada foi levado do local. Gilvan não tinha inimigos declarados, nem era envolvido em coisas erradas. As investigações ficarão por conta da Polícia Civil de Jardim do Seridó.

MÃE DE JOVEM ASSASSINADA É DETIDA SUSPEITA DE MANDAR MATAR A PRÓPRIA FILHA POR HERANÇA NO PE

A mãe de Allany Rayanne Santos, de 24 anos, foi detida na tarde desta terça-feira (18) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, suspeita de ser a mandante do assassinato da própria filha. A jovem foi morta na segunda-feira (17). O corpo foi encontrado com as mãos amarradas dentro da casa onde ela morava.

 

Segundo o delegado de homicídios, Eric Costa, o homem apontado como executor do crime foi localizado na manhã do dia seguinte ao assassinato. Ele confessou participação e afirmou que a mãe da vítima havia ordenado o homicídio. De acordo com as investigações, a motivação seria financeira, já que a jovem havia recebido recentemente uma herança do avô.

 

De acordo com a polícia, o suspeito manteve um relacionamento com a mãe da vítima. Ele contou que foi até a residência com a justificativa de realizar um trabalho religioso para Allany e, em seguida, a torturou exigindo a transferência do dinheiro da herança. O delegado afirmou que, com as agressões, o valor não foi entregue e o homem decidiu matá-la.

 

O delegado relatou que o executor inicialmente negou o envolvimento no assassinato, mas acabou confessando após ser confrontado com contradições e com um vídeo dele no local do crime. “Ele imputou à mãe o fato de ela ser a mandante da morte da vítima”, disse Costa.

 

A mãe de Allany já havia sido ouvida pela polícia e voltou à delegacia nesta terça-feira para prestar novo depoimento. Durante o interrogatório, segundo o delegado, ela se contradisse diversas vezes.

CÂMARA IMPÕE NOVA DERROTA A LULA E APROVA PROJETO ANTIFACÇÃO

A Câmara dos Deputados aprovou, por 370 votos favoráveis e 110 contrários, o projeto conhecido como “antifacção”, que amplia os instrumentos legais para reforçar o combate ao crime organizado no país. A proposta cria a figura penal da facção criminosa e aumenta as penas para quem integra, financia ou exerce liderança nessas organizações. O texto estabelece punições que variam de oito a quinze anos para participação em facções e prevê penas de até trinta anos em casos de homicídios cometidos por determinação dessas organizações, considerados crimes hediondos. 

 

Veja o que muda:

  • sentenças de 20 a 40 anos para crimes cometidos por facções ultraviolentas;
  • criminaliza e endurece penas contra o “novo cangaço”, o domínio territorial e ataques com explosivos, armas pesadas e drones;
  • estabelece regras para que líderes de facções cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima;
  • mecanismos de monitoramento audiovisual de parlatórios, inclusive no contato com advogados em hipóteses excepcionais;
  • medidas de confisco mais amplas, com bloqueio e alienação antecipada de bens, contas e criptoativos;
  • possibilidade de intervenção judicial em empresas usadas pelas facções.
  • o projeto aprovado ainda prevê que criminosos não podem se beneficiar com redução de penas ou “progressão de regime, sem cumprir  70%, 75%, 80% ou 85% da sentença, dependendo do caso.

 

O projeto também autoriza a infiltração de agentes de segurança em estruturas do crime organizado, além de permitir o acesso, mediante autorização judicial, a dados de localização e registros de conexão de investigados. Outro ponto é a criação de um banco nacional dedicado ao registro de informações sobre facções criminosas, complementado por bancos estaduais que reunirão dados sobre atuação, integrantes e estrutura financeira dessas organizações.

 

As medidas incluem ainda mecanismos para enfraquecer o poder econômico das facções, como apreensão de bens, bloqueio de transações financeiras e intervenção judicial em empresas utilizadas para lavagem de dinheiro. Há previsão para suspender contratos públicos mantidos por pessoas ou entidades associadas às organizações criminosas.

 

A aprovação do projeto foi considerada uma resposta firme ao avanço do crime organizado no país, resultado de negociações entre parlamentares, o governo e representantes das forças de segurança. O presidente da Câmara afirmou que a proposta não altera atribuições de órgãos federais de investigação e reforça a cooperação entre diferentes níveis de atuação no combate às facções. 

 

NOVO JULGAMENTO DE PM ACUSADO DE MATAR ZAÍRA É MARCADO PARA DEZEMBRO

O novo júri popular do caso Zaira – jovem morta no Carnaval de Caicó em 2019 – está marcado para começar no dia 1º de dezembro, com previsão de encerramento em cinco dias. Para a sessão, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Natal e a Direção do Foro Miguel Seabra Fagundes publicaram uma portaria conjunta que disciplina o acesso à sessão do julgamento. A entrada e a permanência na sessão serão restritas a alguns familiares da vítima e do réu.

 

Assim como no primeiro júri, cancelado após a defesa do réu abandonar o julgamento, a medida restritiva busca resguardar a dignidade da vítima e proteger dados sensíveis do processo, que segue em segredo de justiça. Por isso, foi definido que, novamente, apenas familiares da vítima, Zaira Dantas Silveira Cruz, e do réu, Pedro Inácio Araújo, poderão ser credenciados para acessar a sessão. Profissionais de imprensa, inclusive da Secretaria de Comunicação do Tribunal de Justiça (TJRN), não terão acesso ao Salão do Júri.

 

Estão previstos 23 depoimentos, entre eles o do réu e das testemunhas de defesa e de acusação. A previsão é que sejam ouvidas, pelo menos, oito pessoas por dia, entre depoimentos na forma presencial e por videoconferência. O processo conta com 7 mil laudas.