25 de abril de 2026

CENTRO DE DIÁLISE É AUTORIZADO A REABRIR APÓS MORTES DE PACIENTES NO RN

A Vigilância Sanitária de Mossoró autorizou que o Centro de Diálise onde duas pessoas morreram há um mês retorne os atendimentos. De acordo com a autoridade de saúde, a unidade cumpriu as exigências estabelecidas no termo de interdição cautelar para voltar a funcionar.

 

Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 54 anos, e Iraci Inácio de Lima, de 75, morreram no dia 24 de março enquanto realizavam hemodiálise na clínica em Mossoró. Após o episódio, a clínica interrompeu as atividades e foi interditada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Uma terceira paciente, que ficou sem atendimento após a interdição, morreu no dia seguinte. Vigilância Sanitária e Polícia Civil investigam o caso.

 

A clínica informou que pretende retomar os atendimentos, mas que a reabertura depende da Sesap, que, após a interdição, transferiu os mais de 200 pacientes atendidos pelo SUS na unidade para outras clínicas em Mossoró, Assú, Caicó e Natal.

 

Em nota, a Sesap informou que analisa informações para avaliar a possível retomada de atendimento dos pacientes SUS pelo Centro de Diálise de Mossoró.

MINISTRA CÁRMEN LÚCIA ALERTOU QUE SÓ UM PODER FRÁGIL NÃO TOLERA CRÍTICA

Em meio à perplexidade com a represália do ministro do STF Gilmar Mendes ao post do ex-governador mineiro Romeu Zema satirizando o envolvimento de ministros da Corte no escândalo do Banco Master, vale a pena lembrar a frase lapidar da ministra Cármen Lúcia, no contexto de ação da Abert, associação de emissoras, contra tentativas de censura a sátiras e críticas políticas na campanha eleitoral de 2018. “Poder que não tolera crítica humorística é um poder frágil”, sentenciou a magistrada.

 

Dois anos antes, em 2016, outra frase da ministra se tornara icônica: “O ‘cala a boca’ já morreu, quem manda na minha boca sou eu”.

 

O alerta da ministra se materializaria depois no poder supremo que, em sua vulnerabilidade, não suporta o contraditório, a crítica ou a sátira.

 

Mas Cármen Lúcia tem avalizado medidas que flertam ou apoiam restrições à liberdade dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais.

 

Em 2025, ela ajudou a desfigurar o Marco Civil da Internet para “impedir que 213 milhões de pequenos tiranos sejam soberanos na internet”.