24 de abril de 2026

CORREIOS REGISTRAM ROMBO BILIONÁRIO E ACUMULAM 14 TRIMESTRES DE PREJUÍZO

Os Correios divulgou nesta quinta-feira (23) um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, ampliando a sequência negativa para 14 trimestres consecutivos no vermelho desde o fim de 2022. 

 

Do total, R$ 6,4 bilhões estão ligados ao pagamento de precatórios — dívidas judiciais já definitivas — apontados como o principal fator do rombo. A empresa também registrou queda de 11,35% na receita, que somou R$ 17,3 bilhões, impactada sobretudo pela redução de mais de 60% nas encomendas após mudanças na tributação de importações. 

 

Parte das despesas, segundo a estatal, decorre de passivos herdados de gestões anteriores, incluindo R$ 2,63 bilhões reservados para ações trabalhistas. 

 

Os números contrastam com o período do governo Jair Bolsonaro, quando os Correios chegaram a registrar resultados superavitários. Desde então, a estatal voltou a apresentar déficits recorrentes. Para tentar equilibrar as contas, a empresa lançou programas de demissão voluntária e contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. 

 

A operação conta com garantia da União, o que transfere ao governo o risco em caso de inadimplência. Além disso, existe a ampliação do limite para novos empréstimos, podendo chegar a mais R$ 8 bilhões. Mesmo com as medidas, o cenário segue com aumento de despesas, queda de receitas e dependência de crédito para manter as operações.

 

SERVIDORA É AFASTADA SUSPEITA DE EMITIR PELO MENOS 60 IDENTIDADES FALSAS NO RN

Uma servidora da Polícia Científica do Rio Grande do Norte alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23) foi afastada das funções por determinação da Justiça. Ela é suspeita de participação em um esquema de emissão fraudulenta de documentos de identificação.

 

Segundo a Polícia Civil, pelo menos 60 RGs falsos foram emitidos pela servidora entre 2010 e 2014.

 

De acordo com as investigações da Operação Alter Ego, a servidora teria usado suas credenciais funcionais para inserir dados biográficos falsos no sistema do órgão, além de vincular as próprias impressões digitais a registros de pessoas que não existiam.

 

Com isso, eram criadas identidades falsas com aparência de autenticidade. 

 

Segundo a polícia, os documentos irregulares teriam sido usados para a prática de crimes como abertura de contas bancárias, criação de empresas de fachada e compra de veículos.