29 de abril de 2026

LULA RECOLOCA TOFFOLI NA MIRA PARA ACERTO DE CONTAS, ABRIR VAGA NO STF E BLINDAR MORAES

Lula (PT) deve retomar pressões pela saída de Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo fontes graduadas, após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ter revelado a transferência de R$11,5 milhões, em operações triangulares, para a compra da parte da empresa familiar do ministro no resort de luxo Tayayá. Tudo foi concluído dias antes de sua decisão de anular a multa de R$10,3 bilhões devida pela J&F/JBS em razão de crimes corrupção investigados na Lava Jato. Toffoli ainda não se manifestou sobre as novas revelações do Coaf.

 

É caso para a Procuradoria-Geral apurar, mas Toffoli e o chefe da PGR são amigos. Porém, “(Paulo) Gonet é temente a Lula”, ironiza um petista.

 

Lula nomeou Toffoli em 2009 e se diz traído por seu voto independente no mensalão e no Petrolão. Neste, pegou 9 anos e 6 meses de prisão.

 

Lula segue ansioso para o acerto de contas e raciocina que, se a cabeça de Toffoli rolar, Alexandre de Moraes pode escapar ileso do caso Master.

 

Não há movimento formal no Congresso para deflagrar impeachment, mas a articulação com aliados ganhou novo fôlego.

MP INVESTIGA GRUPO QUE MANIPULAVA SISTEMA NO DETRAN/RN PARA LEGALIZAR CARROS ROUBADOS

Uma operação deflagrada nesta terça-feira (28) investiga um grupo suspeito de usar uma empresa de fachada e corromper processos de registro e licenciamento no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) para dar cara de "legalidade" a veículos de luxo roubados.

 


A Operação Evolution, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do RN, encontrou uma estrutura montada por agentes ligados à empresa suspeita, além de despachantes e servidores públicos cooptados para facilitar e validar a entrada de dados falsos no sistema.

 

Segundo o órgão, os criminosos usavam dados falsos para realizar a “mágica” de transformar o registro de uma motocicleta de 50 cilindradas em documento de um veículo de alto padrão.

 

A suspeita é de que a empresa no ramo alimentos foi criada exclusivamente para servir de base documental. Através dela, o grupo simulava uma frota comercial para “lavar” veículos de origem criminosa.

 

Além de outras possíveis fraudes, foi constatado que chassis das motocicletas teriam sido usados para criar registros virtuais de automóveis de luxo que não existiam fisicamente no momento do cadastro.

 

Após a criação dos dados no sistema, os criminosos aguardavam ou encomendavam o roubo de veículos com características semelhantes para realizar a compatibilização física e documental, a fim de garantir a circulação livre desses automóveis.