31 de maio de 2026

COMO ADVOGADA LIGADA À FACÇÃO CV PRESA NO RN TENTOU EXTORQUIR DEPUTADO ESTADUAL NO CE

Uma investigação da Polícia Civil do Ceará apura como a advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira fez ameaças em uma suposta tentativa de extorsão contra o deputado estadual do Ceará Simão Pedro (PSD). A advogada cobrava do parlamentar cerca de R$ 121 mil que ele supostamente devia a uma cliente dela. Paloma é conhecida por representar 'Marcinho VP', um dos principais chefes do Comando Vermelho no Brasil, e também é apontada como integrante da facção.

 



 

A advogada está presa desde janeiro deste ano em uma sala do Comando-Maior da Polícia Militar do Rio Grande do Norte - onde ela já estava quando foi cumprido um novo mandado de prisão preventiva contra ela, em decorrência da denúncia de extorsão. Em 22 de maio deste ano, a Justiça negou um pedido de liberdade da advogada.

 

A investigação policial mostrou como Paloma procurou o deputado e assessores por várias vezes, via WhatsApp, cobrando os valores por meio de ameaças. “Não sei se pra vocês vale um fuzil ou 9 milímetro e .40 basta”, pergunta a advogado, em um trecho da conversa, referindo-se a calibres de armas de fogo.

 

A investigação começou após o deputado Simão Pedro e um assessor dele, Sebastião Vieira de Negreiros Neto, registrarem um boletim de ocorrência, em novembro de 2025, contra uma mulher chamada Bárbara Pinheiro, alegando que ela havia o ameaçado após um encontro no gabinete dele, na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), em 23 de outubro de 2025.

 

Simão disse que só tinha visto Bárbara uma vez, no gabinete, e a conhecia apenas “de vista” devido a questões políticas no município de Milhã, no interior do Ceará. Simão alegou que Bárbara tentou corrompê-lo. Posteriormente, Bárbara acionou Paloma para cobrar o suposto valor que o político devia a ela, o que levou às ameaças da advogada.

 

ALIADO DE TRUMP DEBOCHA DE LULA E PETISTA VIRA CHACOTA: ‘CHORA MAIS’

O estrategista político Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, ironizou neste sábado (30) declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a decisão do governo americano de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. 

 

Em publicação nas redes sociais, Miller compartilhou críticas feitas por Lula à atuação do senador Flávio Bolsonaro junto às autoridades americanas e respondeu com expressões de deboche, como “Cry Harder” (“chora mais”, em tradução livre) e “womp womp”, termo usado na internet para ridicularizar reclamações ou lamentações. 

 

A troca de declarações ocorre após o governo Trump anunciar a inclusão do PCC e do CV em listas de organizações terroristas e terroristas globais especialmente designados. A medida foi criticada pelo governo brasileiro, que vê a decisão como uma interferência em assuntos internos do país. 

 

Na sexta-feira (29), Lula afirmou que Flávio Bolsonaro teria atuado nos Estados Unidos para defender a medida e acusou o parlamentar de “trair a pátria” ao buscar apoio estrangeiro para questões relacionadas à segurança pública brasileira. O senador, por sua vez, celebrou a decisão americana e afirmou ter defendido a classificação das facções durante encontros em Washington.