28 de agosto de 2026

DE MACAU A MOSSORÓ, JORGE AMPLIA PRESENÇA NAS RUAS

A campanha de Jorge do Rosário (PL) ganhou ainda mais ritmo nesta quinta-feira, 27, com uma agenda movimentada entre Macau e Mossoró. Pela manhã, o candidato a deputado estadual esteve em Macau, onde visitou comerciantes, conversou com a população e também atendeu a imprensa.



À tarde, de volta a Mossoró, Jorge foi às ruas do Sumaré, na zona leste, onde encontrou uma comunidade receptiva e disposta a ouvir e conversar. O percurso foi marcado por abraços, manifestações de apoio e palavras de incentivo.



A cada caminhada, Jorge amplia o diálogo com a população e fortalece uma mensagem que ganha cada vez mais espaço entre os mossoroenses: Mossoró quer voltar a ter um representante da própria cidade na Assembleia Legislativa, com voz, presença e compromisso na defesa dos interesses do município e região.

MINISTÉRIO PÚBLICO DA ESPANHA RECEBE DENÚNCIA CONTRA LULINHA

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de um pedido de investigação apresentado ao Ministério Público da Espanha. A representação foi protocolada pelo jornalista Oswaldo Eustáquio e por Fábio Pagnozzi, advogado da deputada Carla Zambelli, e questiona as atividades da empresa Synapta SL, registrada em Madri e ligada ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

O pedido solicita que sejam apuradas as movimentações financeiras da companhia, sua estrutura econômica, mudanças de endereço e o real objeto social. Os autores também levantam a hipótese de que a empresa possa ter sido utilizada para ocultar, administrar ou canalizar recursos relacionados a fatos investigados no Brasil. Outra possibilidade apresentada é a de que a Synapta tenha sido criada para facilitar a obtenção ou manutenção da autorização de residência de Lulinha na Espanha. 

 

A representação, no entanto, não atribui diretamente a Lulinha a prática de crimes. O objetivo é pedir às autoridades espanholas que verifiquem a regularidade das atividades da empresa e sua eventual relação com as investigações conduzidas no Brasil. 

 

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que a defesa está à disposição para prestar esclarecimentos e que vai responder ao caso com transparência. Segundo ele, a Synapta SL está inativa e essa condição já teria sido informada às autoridades. O advogado classificou a iniciativa como uma ação de caráter político.  

MP INVESTIGA SUPOSTO ESQUEMA QUE TERIA DESVIADO R$ 37 MILHÕES EM RECURSOS DA SAÚDE DE NATAL E DO RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) iniciou nesta quinta-feira (27) a Operação Oxigênio Financeiro, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro a partir de recursos públicos destinados a serviços de atenção domiciliar (home care). Segundo o órgão, cerca de R$ 37 milhões teriam sido desviados do Estado e do Município de Natal.

 

Ainda de acordo com o MPRN, os investigados teriam usado recursos obtidos por meio de fraudes em ações judiciais para comprar estabelecimentos comerciais para ocultar patrimônio. Entre os negócios apontados na investigação estão uma cafeteria, um salão de beleza e uma clínica popular.

 

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais dos investigados. Foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores. O material será analisado pelos investigadores.  

 

A Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, deflagrada pelo MPRN após a identificação de um aumento considerado anormal na judicialização de serviços de saúde.

 

LULA MENTE AO ‘JN’ NEGANDO CONHECER LOBISTA SÓCIA DE LULINHA; E AINDA A CHAMOU DE ‘PILANTRA’

Lula (PT) protagonizou momento de grande constrangimento ao ser pego mentindo durante entrevista ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo. Quando o assunto chegou à lobista Roberta Luchsinger — sócia do seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência e corrupção —, a resposta foi peremptória: nunca a viu, nunca conversou com ela, ela nunca esteve próxima dele. “Não conheço essa moça”, afirmou. Chamou-a de “pilantra” e ironizou a mensagem em que ela dizia ter sido convidada por ele a escolher um cargo no governo. 

 

Logo em seguida, voltaram a circular as muitas fotos que documentam o relacionamento entre Lula e Roberta Luchsinger, em diversos momentos diferentes. Não são imagens obscuras ou de origem duvidosa. Estavam no Instagram da própria Roberta: ao lado de Lula e Janja em 2022; na comemoração da nomeação de Daniela Teixeira ao STJ, em 2023, com o presidente no meio das duas; e em post de aniversário do petista, em outubro daquele ano, elogiando-o como “o melhor presidente que esse país já teve”. Outros registros a mostram em eventos da família e da militância petista. 

 

Roberta Luchsinger não é uma figura distante. É apontada pela PF como integrante de um núcleo, com Lulinha e o empresário Fernando Bittar, voltado a intermediar negócios milionários no governo Lula. Mensagens apreendidas mostram a lobista falando em nome do filho do presidente (“eu sou o Fábio”), projetando ganhos de dezenas de milhões, cobrando “somos governo” e relatando que Lula a teria chamado para escolher “onde queria ficar”. Ela recusou, segundo o próprio relato, para permanecer na “sociedade” com Fábio e Fernando. Lulinha é alvo de inquéritos no STF por tráfico de influência. Roberta fez dezenas de visitas a ministérios e ao Planalto fora da agenda oficial. 

  

Lula passou vergonha ao ser desmentido em minutos, logo após a entrevista. Ao escolher a negação absoluta — “nunca vi essa moça na minha vida” — Lula comprometeu a credibilidade de tudo o mais que disse na entrevista e em outras ocasiões. Afinal, quem mente sobre o que está documentado em fotos públicas enfraquece o resto do que diz na mesma conversa: sobre o filho, sobre as investigações, sobre o governo. 

 

A política brasileira está saturada do “não sabia” de Lula no escândalo de corrupção do mensalão em seu primeiro governo, há mais de duas décadas. Desta vez o arquivo visual estava à mão de qualquer um com acesso ao Instagram. 

 

O efeito é imediato: a denegação não protegeu Lulinha nem desfez as suspeitas da PF. Apenas deixou a impressão de que, diante da câmera, o presidente preferiu o risco da mentira óbvia ao ônus de admitir proximidade com quem hoje está no centro de três inquéritos.