27 de agosto de 2026

PF APREENDE R$510 MIL EM MALA DE EX-CANDIDATA DO PSD DE BRASÍLIA

A Polícia Federal apreendeu R$ 510 mil em espécie no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O dinheiro estava em uma mala pertencente à advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital pelo PSD no Distrito Federal.

 

Valéria recebeu 1.904 votos nas eleições de 2018 e não foi eleita. Ela continua filiada ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, que concorre à vice-presidência na chapa de Ronaldo Caiado (PSD).

 

Segundo a PF, a quantia foi identificada durante a passagem da passageira pelo aparelho de raio-X. Ela teria informado inicialmente que transportava R$ 400 mil, mas os agentes encontraram R$ 510 mil após a abertura e conferência da mala.

 

A advogada afirmou ter documentação que comprovaria a origem do dinheiro e disse que os valores em espécie constariam de sua declaração de Imposto de Renda. Ela se comprometeu a apresentar os comprovantes em até 48 horas.

 

Como a comprovação não foi apresentada no momento da abordagem, a PF apreendeu o dinheiro e colheu depoimentos. A advogada seguia de São Paulo para Brasília.

 

A corporação instaurou inquérito para apurar a origem dos recursos. Segundo a PF, a investigação poderá avaliar ainda ocorrência de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

 

PRESTIMOSA, PGR SE ANTECIPOU À DEFESA DE LULINHA PARA TENTAR MANDAR AÇÃO À 1ª INSTÂNCIA

Nomeado por Lula para o cargo de procurador-geral da República, Paulo Gonet pediu para que o processo envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, saísse do Supremo Tribunal Federal (STF) antes mesmo de os advogados do filho mais velho do petista fazer a solicitação. Quem relata dois dos inquéritos envolvendo Lulinha é o ministro do STF André Mendonça. A rapidez do solícito Gonet na iniciativa de remeter o processo à primeira instância também ocorreu antes de os advogados terem acesso integral aos autos.

 

Apesar da proativa iniciativa da PGR, a coluna apurou que a expectativa da defesa é que André Mendonça mantenha o processo no Supremo.

 

Advogado de Lulinha disse à coluna que “reconhece e aplaude” a manobra da PGR para tentar tirar o processo de Mendonça. Claro.

 

Já que a PGR tomou à frente da pressão para remeter o caso à 1ª instância, a defesa oficial de Lulinha nada fará até Mendonça decidir.

 

A coluna já antecipou que é remota a chance de o ministro, que não tem prazo ou pressa para despachar, mandar o processo à 1ª instância.