4 de setembro de 2026

DETENTO DA PENITENCIÁRIA DO RN FOGE DE UPA

O detento Matheus Phelipe Constantino da Silva, de 27 anos, da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga fugiu, no final da tarde desta quinta-feira (3), da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São José de Mipibu, na Grande Natal.

 

De acordo com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), o detento, conhecido como Chico, estava internado desde sábado (29) com um possível quadro de surto psicótico. Ele estava sob escolta da Polícia Penal, mas conseguiu escapar da unidade.

 

Segundo a Seap, há suspeita de que o detento tenha deixado a unidade por uma janela. Ele não estava algemado. As circunstâncias da fuga estão sendo apuradas.

MORAES SE VINGA USANDO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS PARA FAZER ACUSAÇÕES A COLEGA DO STF

Dois dias depois de o ministro André Mendonça tornar público o relatório da Polícia Federal que mapeou encontros, contratos e mensagens ligando Alexandre de Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes procurou se vingar no terreno em que mais concentra poder: o inquérito das fake news. Apesar do caráter pessoal da iniciativa, o ato de vingança de Moraes se insere na articulação entre ministros aliados para tirar inquéritos importantes da relatoria de Mendonça.

 

Na noite desta quinta-feira (3), Moraes usou aquele inquérito para acusar o colega de “usurpação da direção das investigações, condução irregular de tratativas de delação premiada e direcionamento” de apuração contra ele próprio. Pediu ainda ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de ação contra Mendonça.


O alvo imediato da ofensiva são os relatórios das operações Sem Desconto (escândalo do INSS) e Compliance Zero (Banco Master) — exatamente o núcleo a partir do qual Mendonça determinou a identificação dos destinatários das mensagens de Vorcaro e, na terça-feira (1º), retirou o sigilo do documento de 218 páginas.

 

Aquele relatório, extraído do celular apreendido do ex-controlador do Master, descreveu uma relação próxima: mensagens de “gratidão da minha vida”, pergunta sobre fuga (“Acha que segunda já tenho que estar fora?”), pedidos para “reverter” medidas com “Paulo” e “Andrei”, encontros em residências e eventos, além de contratos milionários com o escritório de Viviane Barci de Moraes, com metadados indicando edição por usuário registrado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

 

Em outras palavras, o mesmo caso Master que Mendonça levou à luz — expondo Moraes, a PGR e a cúpula da PF — virou, 48 horas depois, o pretexto para Moraes tentar inverter o jogo criminalizando o relator que expôs o material. A decisão não responde ao conteúdo das mensagens nem aos contratos; desloca o conflito para o inquérito das fake news e pede que Fachin abra frente formal contra o colega.

 

O recado institucional é claro: quem retirou o sigilo do relatório que iluminou as relações com Vorcaro agora é acusado, pelo próprio Moraes, de “desviar investigações” e de “perseguição”. Resta ao plenário do STF decidir se trata o episódio como regularidade processual ou como represália de um ministro contra outro, no momento em que o Supremo é arrastado para o centro do escândalo do Banco Master.