Os parlamentares da CPI do INSS identificaram uma profusão de “inverdades e contradições” no depoimento do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira, nesta segunda-feira (3). Assim, desde o início do depoimento, os membros da comissão levantaram a possibilidade de prisão de Ferreira, um dos investigados na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de benefícios do INSS.
— Ao final do depoimento, eu vou escolher os motivos do pedido de prisão em flagrante por falso testemunho, por calar a verdade (…) Não vou, de forma nenhuma, questionar o motivo de ele manter-se em silêncio em perguntas que não o autoincriminam. Isso para mim vai até ajudar talvez, no final dos trabalhos — disse o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre o fato de o depoente não responder à maior parte dos questionamentos.
Convocado como testemunha, Lincoln compareceu com habeas corpus preventivo concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão manteve sua convocação na condição de testemunha (com dever de se manifestar sobre os fatos), mas garantiu a ele o direito ao silêncio e à não autoincriminação.
Policiais civis da 93ª Delegacia de Polícia (DP) de Acari, em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE), deflagraram a operação "Fim da Linha" para cumprir o mandado de prisão.
Segundo as investigações, o suspeito é considerado extremamente perigoso
e possuía três mandados de prisão em aberto. Além do tráfico de drogas,
ele também seria especialista na prática de roubos, caracterizados por
invasões a residências e pelo uso de violência extrema contra as
vítimas, e ainda responde a investigações por outros crimes em
diferentes municípios do Seridó potiguar.
Um terremoto de magnitude 6,3 atingiu, na madrugada desta segunda-feira (3), a região de Mazar-e Sharif, no norte do Afeganistão, deixando ao menos 20 pessoas mortas e cerca de 320 feridas, informaram autoridades locais. O número de vítimas deve aumentar.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a 28 km de profundidade, próximo à cidade de Mazar-e Sharif, que tem cerca de 523 mil habitantes.
O Ministério da Saúde do Talibã afirmou que até a manhã de segunda-feira 20 mortes e 320 feridos haviam sido confirmados e levados a hospitais locais.
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas aponta que 56,1% da população do Rio de Janeiro reprova o “trabalho” de Lula (PT) contra o tráfico de drogas: 45% classificam a atuação do petista como “péssima” e 11,1% dizem que é “ruim”. Outros 26,5% acreditam que o “trabalho” do presidente é regular, enquanto só 14,2% dizem que é bom (8,3%) ou ótimo (5,9%). A pesquisa foi feita após Lula haver afirmado que traficante “é vítima do usuário” e na sequência da megaoperação policial no Rio.
De um modo geral, na média da população em geral e dos moradores de favela, a megaoperação é aprovada por 70% do total.
Segundo o Paraná Pesquisas, 67,9% da população pede ainda mais operações policiais que protejam a população dos criminosos.
Levantamento semelhante do AtlasIntel distinguiu a população em geral dos moradores das favelas do Rio: 87,6% aprovaram a megaoperação.
Uma denúncia de moradores terminou, na madrugada desta sexta-feira (31), com um intenso confronto armado no bairro Campinas, em Canindé, interior do Ceará. A ação ocorreu nas proximidades do cemitério local e terminou com sete pessoas mortas, segundo informações repassadas pelas autoridades à imprensa.
Segundo informações, confronto aconteceu após moradores acionarem a presença da Polícia Militar no bairro, pois homens armados estariam circulando na região.
Os agentes atenderam o chamado e foram averiguar as informações. Ao encontrar os suspeitos armados, a equipe teria sido recebida a tiros. Nenhum policial ficou ferido na ação.
As armas do Comando Vermelho recolhidas pela polícia evidenciam a expansão da facção para outras regiões do país.
Nunca a polícia do Rio apreendeu tantos fuzis de uma vez só em uma única operação em favelas: foram 91; 88 estão em uma sala da Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio; três ainda serão remetidos para lá.
O que a gente vê no detalhe dessas armas são desenhos, letras, símbolos, que ilustram uma dinâmica preocupante: a expansão de quadrilhas como o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, por outros estados brasileiros, principalmente se aliando a facções das regiões Norte e do Nordeste.
Nas armas, há referências de grupos que buscam esconderijos no estado do Rio.
A Polícia Civil da Paraíba, em parceria com o Ministério Público paraibano e com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação “Parlamento”, que investiga o assassinato do vereador Peron Filho, do município de Jacaraú/PB. Cinco pessoas foram presas, incluindo dois secretários municipais de Jacaraú. A informação é do Portal da Tropical.
Além das prisões na Paraíba, mandados judiciais também foram cumpridos em Nova Cruz, na região Agreste potiguar, onde outros investigados foram detidos. A ação contou com equipes da 7ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (Mamanguape/PB), da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da DESARME e da PCRN, além do apoio da Unintelpol/PCPB.
De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, o avanço das investigações e as prisões de hoje indicam que o crime pode estar perto de ser totalmente esclarecido.
Peron Filho foi morto no dia 15 de setembro deste ano, após sair de uma partida de futebol no município de Pedro Régis/PB. As investigações apontam que o parlamentar sofria ameaças por denunciar supostas irregularidades na gestão municipal de Jacaraú.
Os governos do Paraguai e do Uruguai reforçaram nesta quinta-feira (30) o policiamento nas fronteiras com o Brasil diante do risco de fuga de integrantes do Comando Vermelho após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e mais de 100 presos.
Segundo o Conselho Nacional de Segurança do Paraguai, equipes intensificaram abordagens na região leste do país e adotaram medidas extraordinárias de vigilância e inteligência para impedir a entrada de foragidos brasileiros.
Já o Ministério do Interior uruguaio afirmou que “monitora atentamente” a fronteira norte e atuará conforme os desdobramentos no Brasil.
Na quarta-feira (29), a Argentina também elevou o nível de alerta.
A ministra da Segurança Pública, Patricia Bullrich, anunciou “alerta máximo” e classificou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, segundo o governo de Javier Milei.
O governo da Argentina, por meio da ministra da Segurança Patricia Bullrich, anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “organizações narcoterroristas”.
Segundo Bullrich, a Argentina identificou ao menos 39 brasileiros presos no país, sendo cinco ligados ao Comando Vermelho e “sete ou oito” ao PCC.
A decisão foi divulgada em meio a uma grande operação de segurança que envolveu mais de 2,5 mil agentes no Rio de Janeiro, ação considerada a maior da história do estado, com mais de 100 mortos.
A medida enfatiza que na Argentina os membros das facções são identificados por meio de tatuagens e modus operandi, e mantidos isolados no sistema prisional para evitar sua atuação como “chefes” dentro das cadeias, prática que, conforme a ministra, difere da realidade brasileira.
O governo argentino também firmou dois acordos com o Federal Bureau of Investigation (FBI) dos Estados Unidos: um para intercâmbio de informação e cooperação técnica no combate ao terrorismo, ao seu financiamento e ao crime organizado; outro para capacitação, apoio técnico e desenvolvimento tecnológico.
Com esse movimento, a Argentina se posiciona de forma mais firme no cenário regional em termos de segurança, sinalizando que o combate às facções criminosas transcende fronteiras.
Uma mulher, que segundo a polícia era uma das principais combatentes do Comando Vermelho (CV), está entre os mortos pela forças de segurança em megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na última terça-feira (28).
Penélope, conhecida pelos apelidos Japinha do CV e “musa do crime”, foi atingida por um tiro de fuzil no rosto. Uma foto da criminosa morta circulou por redes sociais.
A traficante era considerada uma figura de confiança dos chefes locais. De acordo com a polícia, ela atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de venda de drogas.
Integrantes do governo de Donald Trump ofereceram, em maio, acordos de cooperação internacional entre os Estados Unidos e o Brasil, exigindo como contrapartida que facções brasileiras que atuam do narcotráfico internacional, como o PCC e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como terroristas. Mas o governo de Lula (PT) respondeu que a legislação impede o país de relacionar tais organizações criminosas ao terrorismo, por não haver inclinação ideológica, mas a busca de lucro, como motivação dos crimes.
A recusa de ajuda foi ressaltada nesta quarta-feira (29) pelo advogado norte-americano Martin De Luca, que defende empresas do presidente dos EUA, a Trump Media. Segundo ele, o status de narcoterrorismo para as facções liberaria todo o poder das ferramentas antiterroristas americanas, como o compartilhamento de informações, rastreamento financeiro, congelamento de ativos e sanções.
O auxiliar jurídico de Trump destacou que tais recursos negados pelo Brasil seriam os mesmos que os norte-americanos direcionam para desmantelar, por exemplo, a rede global do Estado Islâmico, inclusive financeiramente. E classificou como “inevitável” a sangrenta guerra com 119 suspeitos e quatro policiais mortos, travada ontem entre forças de segurança do Rio de Janeiro e criminosos do Comando Vermelho, porque o governo federal está paralisado ou relutante em confrontar as facções.
De Luca atribuiu a uma desculpa de “soberania” à recusa do governo de Lula de firmar parceria antiterrorismo com os EUA. E acusou o petista de usar o mesmo argumento para defender “a censura, a corrupção em massa e a inação enquanto os brasileiros comuns vivem cada vez mais sob o domínio do crime organizado”.
“Agora, essas mesmas facções estão sobrevoando o Rio com drones e atirando contra a polícia com armas militares. E, em vez de apoiar as forças de segurança, o governo federal decidiu investigar os policiais e os funcionários públicos que tiveram a coragem de confrontá-los. O governo federal brasileiro precisa decidir que tipo de soberania deseja: uma que proteja seu povo ou uma que proteja seus criminosos”, concluiu o advogado de Trump.
Na semana passada, ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowski, argumentou que PCC e CV não podem ser considerados grupos narcoterroristas pelo governo, porque a legislação brasileira exige que “inclinação ideológica”, entre outros requisitos para serem relacionados a terrorismo.
O “Comando Vermelho”, que ontem (28) atacou as forças de segurança do Rio, gerando a morte de 60 pessoas, é certamente um dos legados mais relevantes das esquerdas para o Brasil de hoje. O “CV” foi criado no antigo presídio da Frei Caneca, na conivência de bandidos comuns com esquerdistas presos por assalto e sequestro. Aprendiz esperto, Bagulhão começou tudo. Sequestrador, assaltante e traficante, ele criou a “Falange Vermelha”, com lema lacrador e enganoso: “paz, justiça, liberdade”.
A esquerda articularia no presídio a aliança “política” de Bagulhão com outros dois facínoras, e a “Falange” deu lugar ao “Comando Vermelho”.
Outro bandidaço criador do “CV”, o “Professor”, fazia pose de intelectual, era quem escrevia petições em favor do crime. Até publicou um livro.
Adotaram noções de guerrilha e, como ensina a esquerda, com o tempo foram eliminando rivais e se infiltrando, por exemplo, no meio artístico.
A Prefeitura do Rio de Janeiro informou às 3h30 desta quarta-feira (29) que não havia mais vias obstruídas em decorrência de retaliações do Comando Vermelho (CV) à operação mais letal da história do estado, nesta terça (28).
“A última a ser liberada foi a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, sentido Jacarepaguá, o que ocorreu às 2h45”, detalhou o Centro de Operações e Resiliência (COR).
Até a última atualização desta reportagem, a cidade permanecia no Estágio 2, de uma escala de 5. A mudança foi às 13h48 de terça.
O 2º nível indica que há risco de ocorrências de alto impacto com elevado potencial de agravamento. “Evite circular nas regiões impactadas pelas ocorrências policiais, permaneça em local seguro e mantenha-se informado”, recomendou o COR.
Foram mais de 12 horas de bloqueios orquestrados pelo tráfico. Criminosos usaram ônibus e outros veículos como barricadas em diversas vias do Rio, como forma de represália à operação policial. Segundo o Rio Ônibus, 71 coletivos foram tomados, e 204 linhas foram impactadas.
O ex-prefeito de Angicos, Deusdete Gomes, e três ex-secretários municipais foram condenados por improbidade administrativa por causa de um esquema de desvio de combustível entre os anos de 2017 e 2018.
A investigação foi conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) por meio da Operação Combustão. Segundo a acusação, o esquema envolvia o abastecimento de veículos particulares com combustível pago pela Prefeitura.
As irregularidades foram descobertas depois que os investigadores identificaram gastos excessivos do município, com combustível, durante o período.
Na sentença, a Justiça determinou que o ex-prefeito perca os direitos políticos por oito anos e tenha o nome inscrito no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa.
Pelo menos 64 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.
No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade, que vive horas de tensão em um cenário de guerra. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.
Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.
Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.