Petistas sabem que a investigação envolvendo o Banco Master e Jaques Wagner vai ser tema central na campanha, mas não esperavam que a intimação ao ex-líder de Lula para explicar à Polícia Federal a confusão, em 7 de agosto, seria só dois dias após o prazo para convenções partidárias. No PT, a esperança é de que a situação de Ciro Nogueira (PP-PI) seja pior do que a do senador baiano e já que ele foi ministro de Jair Bolsonaro, a ideia é que a relação enrole a oposição no escândalo.
A aposta no PT é que o escândalo do Master é pluripartidário e não deve sequestrar o noticiário. A estratégia, por ora, é foco no tarifaço.
A preocupação é tentar preservar o palanque de Lula na Bahia e evitar o climão na convenção do PT baiano, marcada para 1º de agosto.
O senador do Piauí é o autor do que ficou conhecido como “Emenda Master”, por beneficiar os negócios de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Entre a batida da PF na casa de Wagner e o depoimento, haverá hiato de cerca de dois meses e meio, tempo longo neste tipo de investigação.

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