O ex-prefeito de Duas
Estradas (PB), Roberto Carlos Nunes, foi preso na tarde desta quinta-feira (30)
em cumprimento a mandado de prisão expedido pela 12ª Vara da Justiça Federal,
que atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Guarabira. A prisão,
efetuada por policiais federais, ocorreu em João Pessoa. Ele é acusado de
falsificar assinaturas que comprovariam que ele esteve presente em serviços
comunitários que ele estava obrigado a cumprir.
A defesa do prefeito,
representada pelo advogado criminalista Diego Cazé, se resumiu a dizer por
telefone que considerava um “grave equívoco do juízo federal” a prisão,
principalmente por se tratar de uma decisão em primeira instância. Depois, por
meio de nota, ressaltou que acata o que foi decidido, mas que recorrerá ao
Tribunal Regional Federal, “uma vez que a prisão é ilegal por violar o duplo
grau de jurisdição”. Cazé destacou ainda que Roberto Carlos foi inicialmente
absolvido das acusações, mas que um recurso de embargos do MPF reverteu a
decisão. Ademais, ele disse que “não houve o trânsito em julgado dessa nova
decisão condenatória” e pontuou que “não se pode ter dois pesos e duas medidas
entre acusação e defesa no devido processo legal”.
O ex-prefeito já tinha
sido
A Justiça Federal
deferiu os pedidos do MPF e condenou o ex-prefeito a sete anos, oito meses e 15
dias de reclusão em regime fechado, além de multa. Ele foi condenado pelos
crimes de falsidade material de documento e falsidade ideológica.
De acordo com a
decisão, o prefeito precisava prestar serviços comunitários na Escola Maria
Dutra. Foram periciados a ata de ponto do período entre 15 de dezembro de 2017
e 15 de fevereiro de 2018, constatando ao menos quatro assinaturas
falsificadas, que não tinha sido assinadas de próprio punho por Roberto Carlos,
o que configuraria a fraude dolosa, com intenção de fazer crer que ele esteve
presente na escola num dia que, de fato, não trabalhou.