20 de agosto de 2025

CÂMARA DE NATAL APROVA RECEBIMENTO DE PEDIDO DE CASSAÇÃO DO MANDATO DE BRISA BRACCHI

A Câmara Municipal de Natal aprovou nesta terça-feira (18) o recebimento do pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bacchi (PT). Ao todo, 23 vereadores votaram a favor da abertura do processo – três foram contrários.

 

O pedido aponta que a parlamentar teria usado R$ 18 mil de emendas impositivas para financiar um evento que celebrou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Segundo o vereador Matheus Faustino (União), que protocolou o pedido, o evento teria tido cunho político, e utilização da verba teria ferido o Regimento Interno da Câmara.

 

“Minha consideração aqui é única e exclusivamente o que fala o regimento interno dessa Casa, de ética e quebra de decoro, Artigo 121 do Regimento Interno, que fala que você não pode abusar das suas prerrogativas, nem receber vantagens indevidas”, falou em entrevista nesta terça (18).

 

O evento em questão aconteceu no dia 9 de agosto e foi intitulado de “Rolé Vermelho – Bolsonaro na cadeia”.

 

A vereadora Brisa Bracchi disse que os recursos eram destinados ao pagamento de cachês de três artistas renomados, com histórico de apresentações nas cidades, e que, no processo, há uma “utilização política para perseguição do mandato”.

 

Segundo ela, em solidariedade ao mandato, os três artistas abriram mão dos cachês envolvidos.

 

CONTINUA UM MISTÉRIO O TRIPLO ASSASSINATO DE MULHERES NA BA

Três mulheres foram encontradas mortas em Ilhéus, no sul da Bahia, um dia após saírem para passear com um cachorro, nas praias turísticas do município. Os corpos das vítimas tinham marcas de facadas e foram abandonados em uma área de mata, perto do mar.

 

O crime chocou a população e tem movimentado as redes sociais, enquanto a polícia trabalha intensamente para identificar o que aconteceu.

 

O animal que estava com as vítimas foi o único sobrevivente do ataque. Ele foi deixado ao lado dos corpos, preso pela coleira em um coqueiro. Após a descoberta do crime, na tarde do sábado (16), o pet foi resgatado e abrigado pela família da tutora.

 

Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, e Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41 anos, eram amigas, vizinhas e trabalhavam com atendimento profissional especializado no Centro de Referência à Inclusão e Ilhéus, unidade da rede municipal de ensino.

 

Segundo colegas educadores, as duas mulheres eram consideradas ótimas profissionais e eram queridas pelos pais dos alunos, que as buscavam para pedir conselhos em relação a educação dos filhos.

 

Já Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, era universitária e filha de Maria Helena. Todas elas moravam em condomínios que ficam a 200 metros da praia.

 

A população realizou pelo menos duas manifestações na cidade por causa do crime. Os grupos, formados majoritariamente por mulheres, pediam celeridade nas investigações e justiça.

19 de agosto de 2025

POLICIAIS MILITARES SÃO AFASTADOS APÓS AGRESSÃO A HOMEM EM HOSPITAL NO SERIDÓ POTIGUAR

Dois policiais militares foram afastados das atividades após agredirem um homem dentro do Hospital e Maternidade Ana Bezerra de Almeida, em Santana do Seridó, no último sábado, (16). Imagens da ação circularam nas redes sociais.

 

De acordo com um familiar do homem agredido, ele estava no hospital acompanhando a irmã e o sobrinho. A família buscava a aplicação de uma injeção na criança que havia sido diagnosticada com pneumonia. Com a demora para o atendimento ao sobrinho, o homem se exaltou e começou a quebrar objetos na unidade.

 

Funcionários do hospital acionaram a Polícia Militar. Os policiais envolvidos pertencem à 11ª Companhia Independente de Parelhas, a 25 quilômetros de Santana do Seridó.

GOVERNO DOS EUA REAGE A DINO E DIZ QUE MORAES É ‘TÓXICO’

O governo dos Estados Unidos voltou a se manifestar sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (18), e reagiu à decisão do ministro Flávio Dino de proibir a aplicação de decisões de órgãos estrangeiros no Brasil sem a anuência da Corte. Moraes foi sancionado pela Lei Global Magnitsky que, entre outras punições, impede que o ministro brasileiro mantenha contas e bens nos EUA e também força bancos brasileiros que mantém relações com os EUA a obedecer as determinações. 

 

O perfil do Escritório de Assuntos Ocidentais do Departamento de Estado dos EUA chamou o magistrado brasileiro Moraes de “tóxico” e disse que nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos Estados Unidos, “ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las”, avisa. Em postagem idêntica, traduzida para o português, o perfil oficial da Embaixada dos EUA reproduziu o pronunciamento do governo americano. 

 

A nota do governo americano também avisa que “quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”.

DESCUMPRIR LEI MAGNITSKY DEVE CUSTAR MUITO CARO AO BRASIL

Pode ser inócua e custar caro ao Brasil a decisão do governo Lula (PT) de autorizar o descumprimento da Lei Global Magnitisky, que enquadrou Alexandre de Moraes. Bancos ou empresas que o fizerem devem ser expostas a multas bilionárias e exclusão do mercado financeiro internacional, do qual os bancões dependem. E nem adianta dizer que não é decisão de governo, como lembrou um governador de sólida formação jurídica: quem ajuizou a ação foi o líder do governo na Câmara e a decidiu Flávio Dino, ministro umbilicalmente ligado a Lula.

 

O banco BNP Paribas ignorou a Magnitsky e foi multado em R$48,4 bilhões por transações com ditaduras, e teve de demitir 13 diretores.

 

O governador acha a decisão do governo Lula “irresponsável” por “colocar em risco todos os brasileiros e todas as nossas instituições.”

 

Como sabem das punições por descumprimento da Lei Magnitsky, presidentes do Bradesco e Itaú já deixaram claro que a irão cumprir.

 

Mesmo “autorizados” a descumprirem a Magnitsky, bancos não podem sem obrigados a manter cliente, nem mesmo sendo ministro do STF.

16 de agosto de 2025

PADILHA E FAMÍLIA ESTÃO PROIBIDOS DE ENTRAR NOS EUA

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e sua família estão proibidos agora de entrar nos Estados Unidos, de acordocom decisão tomada pelo Departamento de Estado. Os vistos da esposa e da filha de Padilha foram revogados e o dele, que se encontra vencido há meses, não terá mais chance de ser renovado. Também é esperada medida idêntica em relação à ex-presidente Dilma Rousseff, que assinou o ato instituindo o programa baseado na exploração de médicos

 

Padilha era ministro da Saúde também no governo de Dilma, quando foi lançado o programa “Mais Médicos”, que submeteu milhares de profissionais de saúde cubanos a um regime de trabalho análogo à escravidão. Os cubanos recebiam apenas 10% do valor contratado como salário e todo o restante era entregue à ditadura cubana. A suspeita é que o programa se destinava a drenar dinheiro público brasileiro para financiar a ditadura.

 

O governo americano informou que, após a emissão dos vistos, “surgiram informações” que a mulher do ministro e sua filha não eram mais elegíveis para terem direito ao documento.

 

Se a revogação ocorrer quando a pessoa ainda estiver no país, ela pode permanecer durante o período de vigência, sendo o visto anulado assim que deixar os Estados Unidos.

 

O governo norte-americano iniciou na quarta-feira (13) a divulgação de ativistas do PT que inventaram e implementaram o programa no período em que Dilma e Padilha estavam no poder. O caso provocou revolve entre os próprios médicos, que denunciaram a exploração quando ainda estavam no Brasil.

 

Alguns desses médicos conseguiram fugir para países onde pediram asilo político, incluindo os Estados Unidos. A decisão do cancelamento de visto é do secretário de Estado, Marco Rubio, descendente de cubanos e que acompanhou de perto, à época, o drama vivido pelos cubanos submetidos a trabalho análogo à escravidão.