O candidato Lula (PT) estava nitidamente nervoso, até descontrolado, no “day after” (dia seguinte) à desastrosa entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, da TV Globo. Durante comício no Largo do Guarani, no bairro da Liberdade, em Salvador, ele tratou com grosseria o seu fotógrafo particular Ricardo Stuckert, apontado como “coordenador de audiovisual da campanha”, para reclamar de problemas com seu microfone. Enfurecido, Lula gritou e gesticulou para Stuckert, a ponto de sua exclamação “é a quinta vez!” ter sido captada à distância por câmeras de celulares.
O nervosismo de Lula tem sido atribuído à repercussão negativa da
sua entrevista ao “JN”, marcada por suas mentiras em série, como quando
afirmou nunca ter visto a lobista Roberta Luchsinger, sócia do filho
Lulinha investigados pela Polícia Federal por negócios milionários em
seu governo. Nos minutos seguinte à mentira de Lula, tentando se
descolar do escândalo Luchsinger-Lulinha, as redes sociais foram
inundadas por fotos suas lado da mulher, inclusive em situações
familiares.
Na plateia e nas redes sociais, a atitude de Lula foi interpretada
como “humilhação” ao subordinado. Frases como “se ele maltrata assim
quem trabalha com ele, imagine o povo” apareceram em muitos posts.
Já
em Belo Horizonte, Lula participou neste sábado (29) de ato voltado ao
eleitorado feminino, mas o destaque foi o protesto de militantes
petistas por dinheiro. Eles se dizem insatisfeitos com a divisão de
recursos de campanha no partido.
Um
grupo de petistas protestou no local e exibiu uma faixa com a frase:
“As mulheres da base do PT-MG não aceitam ser tratadas como laranja”. A
ala descontente distribuiu um manifesto assinado por 13 deputados
federais e estaduais do PT. No texto, eles afirmam que destinar
“recursos ínfimos e irrisórios” representa “a mais grave
instrumentalização da mulher na política”.

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