A Polícia Federal
prendeu na manhã desta segunda-feira (22) o prefeito afastado de Rio Largo
(AL), Gilberto Gonçalves (PP), por suspeitas de liderar um esquema milionário
de corrupção e lavagem de dinheiro em uma organização criminosa que sangrou R$
20 milhões em recursos federais que financiariam políticas públicas nas áreas
da saúde e educação do município da Região Metropolitana de Maceió.
Gilberto Gonçalves
foi preso em sua residência, em Rio Largo, e foi conduzido ao Instituto Médico
Legal e à sede da Superintendência da PF, em Maceió. Após permanecer calado
durante depoimento, o político foi encaminhado ao sistema prisional.
Ele está afastado
de seu cargo por 60 dias, desde o último dia 11, quando foi deflagrada a
Operação Beco da Pecúnia, que remete ao modo de operar o esquema de corrupção,
em que empresas contratadas pela Prefeitura de Rio Largo repassavam propina em
um beco próximo à sede do Executivo Municipal.
E a investigação
resultou no sequestro de R$ 12 milhões em bens móveis e imóveis para garantir o
futuro ressarcimento aos cofres públicos.
A PF e a CGU
identificaram que, entre 2019 e 2022, foram realizados 245 saques “na boca do
caixa” de contas de duas pessoas jurídicas contratadas para fornecer material
de construção, peças e serviços para veículos, com o valor individual de R$ 49
mil, logo após terem recebido recursos de contas do município de Rio Largo. As
operações eram feitas para burlar o sistema de controle do Banco Central/COAF,
que prevê a obrigatoriedade das instituições bancárias informarem
automaticamente transações com valores iguais ou superiores a R$ 50 mil.