Hoje é dia de Mauro Vieira (Relações Exteriores) tomar mais uma bronca humilhante, como a que se viu em vídeo no último G7, após sua resposta à Câmara sobre a revogação do visto de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump para assuntos relativos ao Brasil. E demorou: a Câmara pediu explicações em abril. Vieira desmente Lula (PT), diz que o veto nada teve de suposta “reciprocidade” e a motivação foi eleitoral. É que o americano pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, “inaceitável” em ano de eleições.
Vieira disse que o governo ficou “surpreso” com a desejada visita a Bolsonaro. Havia claro temor de sujar ainda mais o cartaz do regime.
Nas 11 páginas do ofício não há referência a suposta “reciprocidade” pelos vistos cancelados do ministro da Saúde e familiares.
A ordem de Lula foi anunciada como retaliação aos vistos cancelados de Alexandre Padilha & Cia pelo secretário de Estado Marco Rubio.
Bravateiro contumaz, Lula assumiu ter mandado revogar o visto. Ele viu no “embate” com Trump um jeito de sair das cordas da impopularidade.

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