19 de janeiro de 2024

CGU NÃO CONSEGUE LIGAR BOLSONARO A FRAUDE VACINAL

Ao concluir que é falso o registro de vacinação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, a Controladoria Geral da União (CGU) não encontrou, entre os depoimentos dos envolvidos, indícios de autoria do ex-presidente sobre o esquema de adulteração do documento. 

 

“Também foram feitas oitivas de funcionários em serviço na UBS no dia 19/07/2021, mas todos negaram ter visto o ex-Presidente da República no local. Da mesma forma, negaram conhecer qualquer pedido feito para registrar a imunização do então Chefe do Poder Executivo”, diz publicação no site da CGU. 

 

 

A Controladoria afirmou ainda que as investigações revelaram o envolvimento de agentes públicos federais e municipais com o esquema e, ainda, do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República. Mas os depoimentos são inconclusivos sobre a autoria intelectual da fraude e sobre a participação de cada suspeito no esquema. 

 

A suposta participação de Cid ficou por conta de consulta que teria sido feita por ele a um dos agentes ouvidos na investigação “verificado o enlace entre gov.br e o conecteSUS”. Em sua oitiva, o homem que teve a identidade preservada, afirmou: “que não conhece o sr. Mauro Cid ou lembra de ter tido contato com ele”. 

 

A CGU afirmou então que “apesar das extensas investigações, não foi possível se chegar a uma conclusão sobre quem teria efetuado o registro falso”.

 

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