8 de dezembro de 2016

MISS DE CIDADE DE SP E COMPANHEIRO SÃO PRESOS POR TRÁFICO DE DROGAS

A ex-miss Porto Feliz (SP) presa por suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico de drogas nega qualquer participação no crime. Em depoimento na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) nesta quarta-feira (07), Giselli Cristina Aparecida Mesquita, 21 anos, afirmou aos policiais que acreditava que todo o dinheiro usado pelo namorado Franklin Fermino da Costa, 31 anos, era proveniente do trabalho dele como representante comercial.
 
 
 
 
"Mas durante os quatro meses de investigação, quando acompanhamos a rotina deles, não exerceram qualquer outra ocupação", explica o delegado assistente da Dise, Rodrigo Ayres.
 
 
 
 
Em entrevista, o advogado Matheus Henrique de Oliveira, que defende Giselli, afirma que teve acesso ao depoimento e que a inocência da cliente será comprovada no processo. "Durante conversa na delegacia ela nega qualquer envolvimento, ficou bem claro que não sabia de nada, não tem nada a ver com a droga", afirma o advogado.
 
 
 
 
Entretanto, o delegado assistente conta que a participação da ex-miss foi comprovada por meio de ligações gravadas com autorização da Justiça. A jovem seria responsável por buscar o dinheiro com outros envolvidos. As quantias seriam resultado da venda de drogas.
 
 


A conta bancária da ex-miss, inclusive, era usada pelo namorado para despistar a polícia. "Ela agia como 'recolha' e a conta dela era frequentemente usada, teve uma transferência de R$ 50 mil, por exemplo. Quando o companheiro dela falava com fornecedores da droga, passava os dados da conta da namorada para depositarem o dinheiro", afirma o delegado.
 
 
 
 
Cerca de 10 quilos de drogas foram encontrados em propriedade ligada a quadrilha (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
 
 
 
 
Considerado o chefe da quadrilha, Franklin confessou o crime em depoimento a polícia e, sem citar a namorada, disse que investiu R$ 150 mil nos cerca de 10 quilos de drogas encontrados no apartamento que o grupo usava em Salto (SP). O delegado assistente conta que o lucro poderia ser até quatro vezes maior com a venda dos entorpecentes.
 
 
 
 
Ao todo, seis pessoas envolvidas no esquema foram presas pela Polícia Civil. Dois homens que seriam encarregados de vender a droga estão detidos há um mês. Os outros dois suspeitos, responsáveis por gerenciar a distribuição e venda, também foram presos nesta terça-feira. Franklin foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba (SP) e Giselli para a Cadeia Feminina de Votorantim (SP).
 
 
Fonte: G1 - Foto: Divulgação/Polícia Civil.

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