A proposta de acordo de colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, trouxe esclarecimentos cruciais a respeito dos repasses financeiros destinados à produção do filme Dark Horse, obra cinematográfica voltada a retratar a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com os termos apresentados pela defesa do empresário à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), os investimentos direcionados à realização do longa-metragem ocorreram dentro da legalidade jurídica e comercial, sem que fossem constatadas contrapartidas institucionais, favores políticos ou desvios de finalidade.
O foco dos esclarecimentos prestados por Vorcaro concentra-se no montante de cerca de R$60 milhões já repassados e comprovados para a execução do projeto cultural.
Diante dos questionamentos levantados por órgãos de controle e pela cúpula da Polícia Federal (que chegou a aventar a abertura de novas frentes de apuração sobre o destino do capital no exterior), o empresário detalhou o fluxo das transações e assegurou que o aporte seguiu estritamente as diretrizes de fomento à atividade artística privada.
A manifestação afasta as teses levantadas por opositores de que os recursos teriam sido desviados para o custeio de despesas pessoais de integrantes da família Bolsonaro ou para vantagens indevidas.
As negociações em torno do financiamento, conduzidas inicialmente em tratativas que envolveram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), constam detalhadamente nos anexos entregues às autoridades.

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