9 de maio de 2026

MARINHO DENUNCIA MANOBRA BILIONÁRIA E ACUSA GOVERNO LULA DE GOLPE FISCAL

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, formalizou nesta sexta-feira (8) uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar indícios do que classifica como “pedalada fiscal” na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

A acusação central foca na suposta retenção deliberada de pagamentos de benefícios sociais, especificamente o Seguro-Defeso, entre os meses de setembro e dezembro de 2025. 

 

Segundo o documento, o represamento de aproximadamente R$1,19 bilhão teria sido utilizado para reduzir artificialmente o déficit das contas públicas no último trimestre do ano passado, permitindo a apresentação de um resultado fiscal mais favorável à realidade.

 

Marinho sustenta que essa prática configura uma violação direta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e utiliza o termo “contabilidade criativa” para descrever o mecanismo. 

 

O argumento técnico traçado pela oposição traça um paralelo com os métodos que fundamentaram o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. 

 

Na petição, o senador destaca que é imperioso que o Tribunal de Contas apure não apenas a legalidade, mas também a moralidade da retenção desses pagamentos obrigatórios destinados a pescadores artesanais.

 

Além do foco no Seguro-Defeso, a denúncia aponta discrepâncias significativas no planejamento orçamentário para o ano de 2026, citando o que chama de “erros grosseiros” nas projeções para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

 

Enquanto o crescimento histórico desses gastos é de cerca de 14,8% ao ano, a previsão do governo foi limitada a 2,79%. 

 

Para Marinho, essa subestimação deliberada das despesas é uma manobra para forçar o cumprimento de metas fiscais de maneira artificial.

 

Diante desses pontos, a representação solicita ao TCU a realização de uma auditoria urgente nas contas dos Ministérios da Previdência e da Fazenda, o repasse imediato dos valores devidos aos beneficiários e a aplicação de sanções administrativas aos gestores envolvidos. 

 

O movimento ocorre em um momento de ceticismo no mercado financeiro sobre a sustentabilidade fiscal do governo. 

 

Agora, cabe ao TCU sortear um relator para analisar o mérito da denúncia e decidir pela abertura de uma investigação formal.

 

 

 

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