1 de julho de 2020

SECRETÁRIA DE SAÚDE DO AMAZONAS É PRESA, E GOVERNADOR É ALVO DE BUSCAS


A secretária de Saúde do Amazonas, Simone Araújo de Oliveira Papaiz, presa em Manaus durante a Operação Sangria, foi encaminhada a uma unidade prisional. O governador do estado, Wilson Lima (PSC), foi alvo de buscas e teve bens bloqueados pela mesma operação, que investiga supostas fraudes e desvios na compra de respiradores, com dispensa de licitação, de uma importadora de vinhos. 





O governo disse que Simone Papaiz não participou de nenhuma etapa dos processos de aquisição dos 28 ventiladores pulmonares. Ela assumiu o comando da pasta no dia 8 de abril, quando o processo já estava na fase final. A Susam diz, ainda, que os recursos utilizados para a compra dos equipamentos não são de origem federal e sim oriundos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), que é estadual. 




De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Simone deu entrada no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) por volta das 15h30. Além dela, também seguiram para a unidade Luciane Zuffo Vargas de Andrade, dona da empresa Sonoar, e Alcineide Figueiredo Pinheiro, que é ex-gerente de compras da secretaria de saúde. As três estão em cela especial por serem portadoras de nível superior. Renata Silva foi presa em São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde a família mora.




João Paulo Marques dos Santos, ex-secretário de saúde; Perseverando da Trindade Garcia Filho, ex-secretário executivo adjunto de saúde; Fábio José Antunes Passos, dono da FJAP Importadora; e o empresário Cristiano da Silva Cordeiro foram levados para a Central de Recebimento e Triagem do CDPM. Segundo a Seap, os dois ex-secretários estão no CDPM2 e os outros dois estão no CDPM1 anexo. 




A operação deflagrada nesta manhã cumpriu mandados na sede do governo do estado e na casa do governador. Em um dos endereços, em Manaus, encontraram R$ 13,7 mil em dinheiro em uma gaveta. Também foram na secretaria de saúde, na capital.


Fonte: G1/AM. 

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