25 de abril de 2017

ESTUPRADORES HOMICIDAS SÃO EXECUTADOS COM INJEÇÃO LETAL NOS EUA

O estado de Arkansas, nos Estados Unidos, executou nesta segunda-feira (24) dois condenados à morte, seguindo seu polêmico e acelerado calendário do corredor da morte antes de expirar o prazo de validade de um componente das injeções letais.
 
 
 
 
 
 
 
 
Jack Jones e Marcel Williams, condenados na década de 90 por estupro e homicídio em casos diferentes, receberam a injeção letal após terem seus recursos negados por diversos tribunais, informou a procuradora-geral do Arkansas, Leslie Rutledge.
 
 
 
 
Os advogados lutaram até o último momento para evitar a aplicação das penas, mas não tiveram sucesso.
 
 
 
 
Jones estuprou e matou Mary Phillips e bateu na filha dela, de 34 anos, até quase a morte. Ele foi executado depois que a Suprema Corte rejeitou um recurso de seus advogados, que pediam aos juízes para reconsiderarem uma questão procedimental de seu processo.
 
 
 
 
Leslie Rutledge destacou que as filhas da vítima de Jones, Mary Phillips, finalmente tinham conseguido justiça. "Mary fazia seu trabalho como contadora em Bald Knob, em 6 de junho de 1995, quando foi estrangulada até a morte, enquanto sua filha de 11 anos Lacey se agarrou à vida depois de ter sido estrangulada e agredida", disse Rutledge. "A família Phillips esperou tempo demais para que se fizesse justiça e rogo para que encontrem paz esta noite", completou.
 
 
 
Com a morte de Marcel Williams ocorreu a primeira execução dupla nos Estados Unidos desde o ano 2000.
 
 
 
O estado do Arkansas havia planejado executar oito condenados à morte em 11 dias, um recorde, mas quatro deles conseguiram adiar suas penas.
 
 
 
O governador do Arkansas, o republicano Asa Hutchinson, justificou esse acelerado cronograma pela proximidade da data de validade de uma das substâncias utilizadas nas injeções letais. Seu programa de execuções foi alvo, porém, de múltiplos recursos judiciais e de uma mobilização internacional dos opositores à pena de morte.

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