Foram acachapantes e simbólicas as derrotas humilhantes de
Lula (PT) no Senado e no Congresso, o primeiro rejeitando Jorge Messias para o
Supremo Tribunal Federal (STF) e o outro derrubando o veto presidencial ao
projeto da dosimetria, A vaga pretendida por Messias tem significado: era de
Luís Roberto Barroso, criador de um bordão do ativismo judicial. Assim, o
aliado de ontem tornou-se, involuntariamente, o autor da frase que resume a
humilhação histórica imposta a Lula: “Perdeu, mané”.
Única iniciativa de conciliação nacional desde as sentenças raivosas do 8/Jan, a dosimetria faz justiça, mas o rancoroso Lula quer ver “sangue”.
Derrotando a dupla Lula/Messias, o Senado decidiu que há limites para o aparelhamento do Judiciário.
Messias carregava dois pesos mortos rejeitados: um histórico de ativismo radical de esquerda e o currículo considerado insuficiente até por aliados.
Barroso sai de cena deixando a vaga e o bordão. Lula fica com a frase, e a constatação amarga de que, desta vez, quem perdeu, mané, foi ele.

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