16 de maio de 2020

DAR REAJUSTE É 'SUBIR EM CADÁVERES PARA FAZER PALANQUE', DIZ GUEDES


O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a criticar nesta sexta-feira (15) a permissão para reajuste de servidores até dezembro de 2021, incluída pelo Congresso Nacional no pacote de ajuda financeira a estados e municípios




Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, Guedes afirmou que “nossos heróis não são mercenários” e que "medalhas", numa analogia aos reajustes salariais, só são dadas após a guerra. O texto está na mesa do presidente Jair Bolsonaro, que tem até a próxima semana para sancionar ou vetar as medidas. 




“Nós queremos saber o que podemos fazer de sacrifício pelo Brasil nessa hora. E não o que o Brasil pode fazer por nós. E as medalhas são dadas após a guerra, não antes da guerra. Nossos heróis não são mercenários. Que história é essa de pedir aumento de salário porque um policial vai à rua exercer a sua função, ou porque um médico vai à rua exercer a sua função?”, disse Guedes.



Segundo ele, quem trabalhar a mais no combate ao coronavírus já vai receber pagamento adicional, na forma de hora extra. Guedes afirmou que as recompensas devem ser dadas após o fim da pandemia, quando o Brasil tiver se reerguido da crise. 




“Nós vamos nos lembrar disso, vamos botar o quinquênio, o anuênio, o milênio, o 'eugênio'. Tudo que for preciso. Mas não antes da batalha. Não podemos aproveitar um momento de fragilidade, em que o Brasil cai na crise financeiramente”, disse.




O ministro afirmou ainda que tem gente que está usando “cadáveres para fazer palanque”, que isso é inaceitável e que será punido pela população. E voltou a defender o veto, que vem sendo recomendado pela área econômica ao Palácio do Planalto há mais de uma semana. 




"Se ele [Bolsonaro] tiver que vetar, ele veta, não transformem isso em ato político. Esse é um pedido que eu faço de colaboração, que sejamos bem interpretado." 




"Só vamos pedir uma contribuição, por favor, enquanto o Brasil está de joelhos, nocauteado, tentando se reerguer, por favor, não assaltem o Brasil. Não transformem um ano eleitoral, onde é importante tirar o máximo possível do gigante que foi abatido, deixa ele levantar", declarou Guedes.

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