25 de janeiro de 2017

SEM MORADORES, RESIDÊNCIA OFICIAL DO DF CONSUMIU R$ 1 MILHÃO EM DOIS ANOS

Mesmo sem ter nenhum morador desde o início de 2015, a Residência Oficial de Águas Claras – construída para funcionar como moradia do governador do Distrito Federal – custou, em dois anos, pelo menos R$ 823 mil aos cofres públicos da capital.
 
 
 
 
 
 
 
 
Atual chefe do Executivo, o governador Rodrigo Rollemberg não mora no local e usa o Palácio do Buriti, no centro de Brasília, para a maioria dos despachos. Em nota, a Casa Militar do DF afirma que, apesar disso, o espaço é usado para reuniões de trabalho da governadoria e de outros órgãos. O GDF não informou quantas reuniões foram feitas nos últimos dois anos, nem a quantidade de pessoas presentes nesses encontros.
 
 
 
 
O prédio fica próximo ao novo Centro Administrativo, que foi "inaugurado" (sem móveis e internet) no último dia do governo Agnelo Queiroz, mas nunca chegou a ser ocupado de fato. Os gastos com a residência oficial coincidem com um período de grave crise fiscal no governo do DF, com rombos – divulgados pelo próprio governo – na casa dos bilhões de reais.
 
 
 
 
 
Apesar do cenário caótico nas contas públicas do governo, apenas em 2016, R$ 317 mil foram desembolsados para manter a estrutura da residência oficial. Gastos com a água superaram R$ 104 mil, e as despesas com alimentação atingiram a cifra de R$ 119 mil. Já os serviços de manutenção na estrutura custaram R$ 94 mil ao erário, ao longo de 12 meses.
 
 
 
 
 
Em 2015, o custo estimado da Residência Oficial foi ainda mais alto: R$ 506 mil. Só com manutenção, o governo gastou mais R$ 259 mil. Água e alimentação custaram R$ 121 mil e R$ 126 mil, respectivamente.
 
 
 
 
Questionado sobre os itens que compuseram a lista de alimentos nos dois últimos anos, a Casa Militar limitou-se a dizer que os gastos se referem a “itens de consumo geral como arroz, feijão, café, óleo de soja, biscoitos, sucos, leite e etc...”. A quantidade de itens comprados e a especificação da cesta de alimentos não foram fornecidas pelo governo.
 
 
Fonte: G1/DF. 

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