1 de agosto de 2023

APÓS MAIS DE 4 ANOS DO CRIME, PM PRESO PELA MORTE DE ZAÍRA SEGUE SEM SER JULGADO

“Essa demora é angustiante demais. Só quero justiça”. As palavras são de Ozanete Dantas, mãe da estudante universitária Zaira Dantas Silveira Cruz, de 22 anos, assassinada na cidade de Caicó, no Seridó potiguar, durante o carnaval de 2019. A família da universitária cobra agilidade para a marcação do julgamento do policial militar acusado de assassinar a filha.

 

Em entrevista, Ozanete Dantas diz que a demora pela marcação do julgamento do Sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, de 36 anos, que está preso no quartel da corporação, causa apreensão em sua família.

 

“Tem dias que fico feito uma louca, acordo justamente no horário em que ela foi assassinada, ainda pego minha outra filha chorando, olhando para fotos de Zaira. Eu a perdi no auge de sua juventude, essa demora no julgamento é angustiante demais”, disse.

 

Em 2 de março de 2019, Zaira Cruz foi encontrada morta, dentro do carro de Pedro Inácio, que já havia se relacionado com ela. O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) informou à época que a vítima foi estuprada e asfixiada.

 

A Justiça acatou denúncia do MP e ele será julgado pela prática de homicídio triplamente qualificado, com uso de asfixia, para assegurar a ocultação de outro delito, e feminicídio. Ele cumpre prisão preventiva desde 15 de março de 2019.

 

A data para a realização do júri popular do acusado ainda é incerta. Segundo a mãe da vítima, há expectativa desde o final do ano passado para que seja marcado, o que não se concretizou e vem se arrastando neste ano.

 

Fonte: G1/RN.

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