18 de agosto de 2018

COMBATE À VIOLÊNCIA DOMINA PRIMEIRO DEBATE ENTRE CANDIDATOS A GOVERNADOR DO RN

Os índices de criminalidade no Rio Grande do Norte e a discussão de soluções para a segurança pública marcaram o primeiro debate na TV entre os oito candidatos ao Governo do Estado. Realizado pela Band Natal, o encontro aconteceu na noite desta quinta-feira, 16, e teve duração de mais de três horas.









O governador Robinson Faria (PSD), candidato à reeleição, foi o mais atacado. Em diversos momentos do debate, os adversários lembraram o número de homicídios registrados no Estado em 2017 (mais de 2,4 mil, segundo o Observatório da Violência Letal Intencional) e também mortes de policiais (foram 21 só este ano).




O senhor foi eleito com um discurso de que seria o governador da segurança. O senhor traiu a população do Rio Grande do Norte, pois foi eleito prometendo resolver o problema”, destacou Freitas Júnior (Rede), acrescentando que Robinson teria “matado” o empresário Dinobergh Almeida (assassinado a tiros esta semana em Caicó) “quando deixou de fazer concurso antes, equipar a polícia e reduzir a taxa de homicídios”.




Robinson respondeu que a onda de violência é nacional, mas que sua administração buscou enfrentar o problema. “O governo enfrentou as facções, colocando bloqueador de celular nos presídios. Eu enfrentei, investi o dobro do orçamento anterior. É fácil atacar, mas hoje isso é um drama brasileiro. O Rio de Janeiro está com as Forças Armadas, mas não resolveu”, argumentou, pedindo ainda mudanças na legislação: “A começar pela audiência de custódia. A polícia prende e, no outro dia, o bandido está solto”.




O candidato à reeleição disse que, além disso, foi “boicotado” pela bancada de deputados e senadores do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional. “Desarmaram o palanque em Natal e montaram um em Brasília para me boicotar. E o ex-prefeito de Natal [Carlos Eduardo Alves, candidato a governador pelo PDT] se escondeu, não apareceu para ajudar o Estado. Segurança não é policial, são ações de cidadania. Cadê os equipamentos de lazer e educação em Natal?”, assinalou Robinson.




Carlos Eduardo afirmou que não se omitiu durante o período mais crítico da violência (a paralisação dos policiais militares em janeiro) e que, enquanto prefeito de Natal, destacou efetivo da Guarda Municipal para dar segurança à capital. “Mas a incompetência do atual governo levou o Rio Grande do Norte a ser o estado mais violento do Brasil”.



 
É preciso investir na segurança, com tecnologia e inteligência. As forças de segurança devem trabalhar treinadas, equipadas e motivadas. E precisamos trazer o apoio do governo federal, que pode e deve ser parceiro. Além disso, é investir em educação e criar oportunidades para a nossa juventude”, afirmou o ex-prefeito da capital.





A senadora Fátima Bezerra, candidata ao Governo pelo PT, prometeu que – se eleita – vai atuar em cinco frentes para combater a violência. “Mais policiamento, investigação eficiente, inteligência e produção de conhecimento, retomada do controle do sistema prisional pelo Estado e políticas de prevenção. Também precisamos valorizar os policiais, garantindo regularidade nos instrumentos básicos de trabalho, como fardamento, colete e munições”, assinalou a petista.





Carlos Alberto, do PSOL, criticou o fato de o Estado ter investido apenas R$ 13 mil em aprimoramento investigativo em 2015 e disse que o seu governo destinará mais verbas para a área. “Nossa polícia está com pouca tecnologia, não está moderna. As delegacias estão desestruturadas, não têm apoio técnico. O policial está à mercê da bandidagem”.




O candidato do PSTU, Dário Barbosa, apresentou a proposta de envolver a população no debate. “Não tem solução imediata. É preciso fazer um debate nacional com a população. Mas não é coisa para se resolver apenas com policial. A sociedade tem de se envolver”.





Heró Bezerra, do PRTB, se comprometeu a aliar, enquanto governador, estratégias estaduais às nacionais. Ele é correligionário de Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL). “É preciso moralizar a segurança. Estamos numa situação terrível, horrível. Temos de apresentar soluções viáveis e concretas. Vou falar com Bolsonaro e Mourão para me ajudar a fechar as fronteiras (sic) do Estado, com um destacamento específico, por meio do projeto Elefante Seguro. Será uma vigilância 24 horas das divisas com os demais estados, parando carro, identificando bandidos e apreendendo armas”, concluiu.





O debate contou ainda com a participação de Brenno Queiroga (Solidariedade), que, embora não tenha sido perguntado especificamente sobre o tema, fez críticas à atual gestão. Ele tem defendido medidas enérgicas na área.



Fonte: Agora RN.

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