3 de outubro de 2012

OPOSIÇÃO EM CURRAIS NOVOS DENUNCIA POLÍCIA CIVIL POR PROTEGER CANDIDATO À REELEIÇÃO DO DEM

jornaldehojeDeu n’O Jornal de Hoje... A coligação “A Favor do Povo (PR/PT/PSB/PMDB/PMN/PSDB/PP)”, do candidato do PR a prefeito de Currais Novos, Vilton Cunha, denunciou ao Ministério Público Eleitoral a Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte, por crimes de prevaricação e abuso de poder. Membros da Polícia Civil teriam dado cobertura a irregularidades cometidas pela campanha do candidato à reeleição, prefeito Geraldo Gomes (DEM).

Segundo denúncia formulada ao MP, o fato aconteceu na noite da última quinta-feira 27. Por volta das 23h, Adailton Santos e Pablo Emanoel estavam na Rua Professor Manoel Targino, no bairro Silvio Bezerra de Melo, quando encontraram “Charles”,atual fornecedor de fogos da Prefeitura Municipal, em atitude suspeita, acompanhado do Marcelo, candidato a vereador do PPS da coligação do prefeito, guiando uma caminhonete S-10 prata adesivada com propagandas, de propriedade de Geraldo Gomes.

Segundo a denúncia, “estranhamente, uma viatura da Polícia Militar estava acompanhando por várias ruas a caminhonete do prefeito, contendo os policiais Paulo Lourenço, Aderaldo e José Dantas. Curioso que esta ‘escolta branca’ foi realizada por policiais que durante o dia estavam no comércio do mesmo supramencionado fornecedor da prefeitura, suspeito de comprar votos”.

Na ocasião, de acordo com o relato da coligação, agentes da Polícia Civil imediatamente abordaram Adailton e Pablo Emanoel, acusando-os de porte ilegal de armas, parando o carro bruscamente para revista. “Realizada a revista, nada foi encontrado. Nessa ocasião, as pessoas de Carlos Magno Silva e Manoel Moreira Dantas Neto, chegaram ao local de moto”, diz a denúncia.

O Sr. Carlos Magno Silva questionou o agente identificado como ‘Nill Pitalis’ de por que não ser feita nenhuma revista no veículo do prefeito. Nesse momento, um dos agentes que estavam no veículo tipo Pálio de placas NNY-5739, se dirigiu ao Sr. Carlos Magno Silva dizendo que ‘quem decidia que carro e quando averiguar seria o mesmo, em clara perseguição aos correligionários desta coligação’”.

Em seguida, continua o texto entregue ao MP, Carlos Magno Silva foi agredido por um dos agentes, que lhe desferiu uma tapa no tórax, mencionando o seguinte:“avise a coligação que a partir de agora, vai ser assim”, proferindo ainda inúmeras palavras de baixo calão.

A partir daí, Carlos Magno Silva, sempre de acordo com a denúncia, pediu tratamento igualitário com as pessoas que conduziam o carro do prefeito, e que não usasse “dois pesos e duas medidas”. “Em atitude arbitrária, o agente questionou de quem seria uma câmera fotográfica que o Sr. Carlos Magno Silva portava. Este informou que era de sua propriedade, e que estava filmando compra de votos de adversários políticos”.

Segundo o relato dos denunciantes, o agente, em seguida, tomou bruscamente a câmera fotográfica, e disse que a mesma estava apreendida. “Sendo assim, entende os denunciantes que os fatos são graves e necessitam de investigação, por parte do Ministério Público, eis que, em tese, há clara prática de crime eleitoral, de prevaricação, de abuso de poder, entre outros tipificados no Código Penal Brasileiro”, encerra a denúncia, cobrando uma posição do MP.

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