23 de agosto de 2018

HOMEM QUE MATOU E-MULHER COM 19 FACADAS É CONDENADO A POUCO MAIS DE 11 ANOS DE PRISÃO

O júri popular condenou nesta quarta-feira (22) José Cândido de Melo, pela morte de sua ex-esposa, Isolda Claudino de Almeida, de 53 anos, assassinada a facadas em março de 2018, na Zona Norte de Natal. O homem, que foi preso em flagrante e confessou o crime, foi setenciado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. O Ministério Público apelou da setença, solicitando uma pena maior.




Para o júri, José Cândido praticou o crime de homicídio qualificado privilegiado, acolhendo a tese da defesa. O fato de o homem ser réu primário beneficiou ele, porém a juíza Eliana Alves Marinho, presidente do 1º Tribunal do Júri, considerou que "sua conduta social não pode ser considerada boa, tratando-se de pessoa violenta, cuja vida em comum com a vítima foi marcada por histórico de ameaças e agressões verbais e físicas; apresentando sua personalidade sinais de agressividade".


Ainda na sentença, a magistrada registrou que a vítima "foi surpreendida com a presença do acusado que, armado de faca peixeira e de forma imoderada, desferiu-lhe 19 cutiladas com a arma branca que portava, levando-a a óbito".



"A pena base foi fixada levando em consideração as circunstâncias judicias e pessoais do acusado e, também, diante do contexto do crime, cometido com extrema violência e gravidade contra a mulher com quem conviveu maritalmente por quase 30 anos, resultando uma prole de quatro filhos, dentre os quais um menor de idade", declarou a juíza.


Isolda foi assassinada a facadas quando voltava do trabalho para casa no fim da tarde a segunda-feira 19 de março de 2018, na Zona Norte de Natal. Segundo a família, o homem não aceitava a separação, que tinha acontecido havia cerca de um ano.


De acordo com a polícia, a mulher desceu do ônibus na Avenida João Medeiros Filho e seguiu para a residência onde morava, na direção da região de mangue do bairro Potengi. No caminho, foi surpreendida por José Cândido de Melo, que a esperava para matá-la.

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