14 de junho de 2019

APÓS TROCA DE EXPERIÊNCIAS NA FRANÇA, PRODUTOR DE QUEIJO DO SERIDÓ SONHA ALTO

A primeira vez que o legítimo queijo do Seridó do RN cruzou o Oceano Atlântico já foi suficiente para render frutos. Estreando na Mondial Du Fromage em Tours, na França, competição mundial de queijo, representado pelo produtor Lucenildo Firmino de Tenente Laurentino, o queijo seridoense deve ganhar novo sabor em um futuro próximo. Ao trocar experiências com quase mil produtores do mundo inteiro, Lucenildo já tem uma meta para quando sua queijeira estiver pronta: quer maturar queijo e, assim, agregar mais valor ao produto. 









 
“Experimentei queijos maturados em cavernas, que passaram até quatro anos nesse processo até ficarem prontos e todos têm um valor agregado em cima disso. Estamos com essa ideia de implantar a produção de queijo envelhecido, com sabor mais apurado. Já estamos em contato com compradores de São Paulo e Minas Gerais. Assim que a queijeira estiver pronta, vamos correr atrás do certificado para vender para fora do RN”, projeta. 



Participando da competição graças ao apoio do Governo do Estado via Governo Cidadão e Banco Mundial, Lucenildo, mais conhecido como Galego, voltou cheio de entusiasmo. Não trouxe nenhuma medalha da competição, mas a mala voltou cheia de ideias e planos. “Só de estar lá, representando os queijeiros do RN e o pequeno produtor rural, já é um prêmio. Levar nosso produto e nosso nome a um patamar mundial já foi uma grande conquista e vitória para mim”, diz.



Vinculado à Cooperativa Agropecuária do Seridó (Capesa), Galego é um dos 39 beneficiários do Edital de Leite e Derivados do Governo do Estado, que vai construir, equipar e regulamentar queijeiras no Seridó. A primeira mudança que o evento na França proporcionou a ele foi pensar em incluir uma câmara de maturação na sua queijeira.



A de maturação é diferente de uma câmara fria tradicional. O equipamento conta com controle de temperatura e umidade e inicialmente não está previsto no projeto de Galego, que vai receber R$ 365 mil para construir seu empreendimento. Mas ele já adiantou conversas com a assistência técnica responsável pelo projeto para discutir a viabilidade da ideia. “Queremos investir cada vez mais em produtos diferenciados”, finaliza.

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