22 de março de 2019

MOREIRA FRANCO PEDIU PROPINA DE R$ 4 MILHÕES NA CONCESSÃO DO GALEÃO, DIZ MPF


Investigadores da Força-Tarefa da Lava Jato afirmam que há fortes indícios de favorecimento de Moreira Franco para contratação de empresas ligadas a um esquema criminoso. Segundo o MPF, ele teve atuação destacada na solicitação e recebimento de propina que acabou sendo paga pela empresa Engevix, além de ter pedido propina de R$ 4 milhões para favorecer a Odebrecht no contrato de concessão do aeroporto do Galeão. 




O ex-governador do Rio e ex-secretário e ex-ministro dos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, Wellington Moreira Franco, foi preso ao sair do aeroporto do Galeão nesta quinta-feira (21). Na mesma operação foi preso, em São Paulo, o ex-presidente Michel Temer. Moreira foi levado à noite para a Unidade Prisional Especial da PM em Niterói. 





O pedido para favorecimento no contrato de concessão do aeroporto do Galeão teria acontecido em 2014. O processo estava sob responsabilidade da Secretaria de Aviação Civil, na época presidida por Moreira Franco. 




Em sua delação, José Antunes Sobrinho, executivo da empresa de engenharia Engevix, explicou que o coronel João Baptista Lima afirmou, em meados de 2013, que seria necessário pagar propina aos integrantes da cúpula do PMDB, sob pretexto de “doação de campanha”. 





Sobrinho, então, afirmou que não havia margem de lucro no contrato da usina de Angra 3 e sugeriu que a Engevix fosse favorecida em dois projetos da Secretaria de Aviação Civil, comanda por Moreira: a construção do Centro Nacional de Aviação, ao custo de R$ 250 milhões; e um contrato de consultoria para a definição do futuro da área aeroportuária do Brasil, no valor de R$ 16 milhões. 





Moreira Franco levou Sobrinho a um almoço com Michel Temer, em que, segundo o MPF, ficou claro que o papel de Moreira Franco era viabilizar as licitações para que a Engevix pudesse gerar caixa para pagar a propina solicitada.

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