6 de junho de 2017

SAIBA QUANDO A DOR ABDOMINAL PODE SER SINAL DE APENDICITE

Dor, febre e desconforto gastrointestinal são sintomas comuns de qualquer patologia. Mas, quando associada à dor abdominal na região do estômago, náuseas, vômitos e sensação de estômago cheio, podem ser um alerta para apendicite aguda.

 
 
A inflamação no apêndice cecal, órgão que está localizado no início do intestino grosso, no baixo ventre à direita, deve ser diagnosticada o quanto antes segundo o cirurgião do Hapvida Saúde, Leonardo Ferrari: ’’O diagnóstico deve ser o mais precoce possível, pois quanto mais tempo demora, aumenta a chance de surgir um quadro grave de infecção que pode levar até a morte’’, diz.
 
 
 
Os cuidados devem se estender a todas as idades, apesar da incidência ser maior entre a população de 10 aos 50 anos, sem grande diferença entre os sexos, como destaca o cirurgião. ’’O tratamento deve ser de urgência, afinal, quanto mais idoso for o indivíduo, e se for portador de comorbidades como hipertensão e diabetes, há uma probabilidade maior de complicações’’.
  
 
Tratamento
 
A cirurgia é sempre o tratamento necessário para a apendicite. Segundo Ferrari, o procedimento é simples: “Atualmente, se faz por laparoscopia, com três pequenas incisões. Se em estágio avançado, ou em situações específicas, pode ser feita na forma convencional, através de um corte maior no abdômen”, explica.
 
 
 
Diagnóstico
 
Os sintomas são típicos, mas para o diagnóstico preciso, devem ser considerados exames como hemograma, que vai apresentar o aumento dos leucócitos, e exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia, que vão mostrar o apêndice inflamado. Nas mulheres, é preciso atenção no diagnóstico para não confundir as doenças ligadas aos ovários ou trompas.
 
 
Prevenção
 
Como forma de prevenção, a alimentação saudável é uma das maneiras mais corretas. Inserir alimentos ricos em fibras na alimentação é uma maneira de reduzir os riscos da doença, por facilitar o trânsito intestinal e diminuir a incidência de obstrução do órgão. Mas não elimina totalmente a chance de ter apendicite. É um problema que pode acontecer com qualquer um’’, enfatiza.

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