Denunciado no escândalo do mensalão, no primeiro governo
Lula (PT), José Roberto Moreira de Melo afirmou em áudio enviado aos filhos que
é o verdadeiro dono da agência de propaganda Filadélfia, que ele chama de
“minha empresa”, caracterizando como “laranjas” a enteada e o marido, os
controladores oficiais da agência. Erica Fantini Santos e Rodrigo Rocha negam
enfaticamente serem “laranjas”, citando em nota “registros legais” e trajetória
“construída de forma ética e transparente”.
Érica é elogiada no áudio (“antenada, inteligente” etc), mas a agência garante que o padrasto não integra a empresa, nem influi nas decisões.
O mensaleiro se jacta no áudio de relações com o governo de Minas, “o melhor contrato”, prefeitura de BH e “entrando” no governo federal.
José Roberto também afirma em seu áudio aos filhos, que não querem papo com ele, ser dono de outra agência, mas não cita seu nome.
Mesmo sem querer, o velho mensaleiro isenta os filhos, queixando-se de que sempre recusaram participar dos negócios do enroladíssimo pai.
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