24 de novembro de 2018

NAVIO PESQUEIRO POTIGUAR É ATACADO POR EMBARCAÇÃO CHINESA

Um navio atuneiro potiguar, com cerca de 22 metros de comprimento e 10 tripulantes a bordo, foi atacado por um navio chinês que tem mais que o dobro do tamanho. Segundo o Sindicato da Indústria de Pesca do Rio Grande do Norte, o ataque aconteceu no final da manhã desta quinta (22) a 420 milhas da costa brasileira (676 quilômetros), já em águas internacionais. Não há feridos. 









Está acontecendo uma guerra no mar, uma guerra pelo atum”, disse Gabriel Calzavara, presidente do Sindpesca. 



O sindicalista contou que o navio chinês bateu propositalmente no Oceano Pesca I, que é o nome da embarcação potiguar. “Por rádio, o comandante chinês disse, em português, que iria mandar ao fundo o navio brasileiro. E começou a se aproximar muito rapidamente, até bater”, afirmou. 




O dono da atuneiro, Everton Padilha, disse que o Oceano Pesca I só não naufragou graças a uma proteção de poliuretano que serve como acondicionante térmico para manter os peixes frescos. “Abriu um buraco no casco. Como depois da chapa de aço tem essa camada de poliuretano, ela impediu que a água invadisse o interior do navio. O navio potiguar resistiu porque é novo e feito de aço. Senão, teria afundado, a tripulação estaria morta agora e ninguém jamais saberia o que havia acontecido”, acrescentou. 






Por fim, Everton disse que a tripulação está bem, e que o navio já está retornando para Natal, devendo atracar na capital potiguar na manhã deste sábado (24). “Deveríamos passar 25 dias em alto-mar pescando atum. Agora, com o que aconteceu, estamos voltando com prejuízo”, ressaltou. 





“É preciso que o governo brasileiro tome providências antes que o pior aconteça”, concluiu Gabriel. 





A Marinha do Brasil informou que tomou conhecimento do incidente de navegação entre a embarcação “Oceano Pesca I” e um barco de pesca estrangeiro. Em nota, o órgão informou que a Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN), instaurou um inquérito para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do caso, bem como instruir ações nas instâncias adequadas.



Fonte: G1/RN.

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