3 de agosto de 2018

“JOEL DO MOSQUITO” OFERECEU R$ 1 MILHÃO PARA NÃO SER ASSASSINADO, DIZ POLÍCIA CIVIL

O traficante Joel Rodrigues da Silva,vulgo "Joel do Mosquito", ofereceu R$ 1 milhão para não ser assassinado dentro da Cadeia Pública de Natal. A informação foi revelada pela Polícia Civil nesta sexta-feira, (03). A oferta do criminoso, contudo, não teria sido aceita. No dia 10 de outubro de 2015, 15 dias após ser preso, Joel foi estrangulado na penitenciária, e teve imagens de sua execução divulgadas nas redes sociais pelos próprios presos.





A investigação foi feita pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com a Força Nacional. Sete detentos foram indiciados pelo homicídio. Joel era considerado um dos líderes da facção criminosa PCC no RN. Já os sete indiciados, foram apontados como membros da facção rival, o Sindicato do Crime do RN.





Após ser preso na operação Citronela do Ministério Público do estado, o traficante foi encaminhado para a cadeia. Três detentos que estavam dentro da unidade ligaram para outros quatro detentos que estavam em outras unidades. Os sete presos, que fazem parte da facção criminosa Sindicato do Crime do RN, realizaram um ‘julgamento virtual’ de Joel, que ofereceu a quantia para não morrer”, elucidou o delegado Odair José Soares, da Força Nacional.






O “julgamento virtual” teria sido uma espécie de teleconferência realizada dentro da cela de Joel do Mosquito, no Pavilhão B, onde ele foi encontrado morto logo depois.




De acordo com a polícia, os quatro detentos que participaram do planejamento do assassinato de Joel de fora da Cadeia Pública de Natal foram Bruno Pierre Araújo Falcão da Silva, conhecido como “Wolverine”; William Ferreira da Cunha, vulgo “Brahma”; Francisco das Chagas Rosa da Silva, vulgo “Chaguinha” e Alexsandro Freitas de Souza, vulgo “Senhor”. Além deles, foram indiciados por participarem da execução os detentos Arlon Cleiton de Souza Barbosa, o “Falamansa”; João Maria Medeiros da Silva, vulgo “João do Morro”, e André da Silva Tomás, conhecido como “André Oião”. Os sete foram indiciados pelo crime de homicídio qualificado.

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