13 de abril de 2017

DILMA É CITADA EM DEPOIMENTO SOBRE REPASSE DE CAIXA 2

O nome da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) aparece em delações da Odebrecht que deram origem à “lista de Fachin”. A Procuradoria-Geral da República encontrou indícios de pagamento de caixa 2 e irregularidades no relacionamento entre o governo federal e a empreiteira. Como Dilma não tem foro privilegiado, as informações foram enviadas para outras instâncias – o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, e a Justiça Federal do Paraná.
 
 
 
 
Em uma delações, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, ex-executivo da Odebrecht, citou pagamentos indevidos para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014. Segundo o delator, o dinheiro de caixa 2 para a campanha foi pago por intermédio do assessor Manoel Sobrinho, a pedido de Edinho Silva, que foi o tesoureiro da petista.
 
 
 
 
Esse processo foi para São Paulo porque Edinho é o atual prefeito de Araraquara, no interior do estado, e porque o depoimento não cita nenhuma pessoa com prerrogativa de foro privilegiado. Agora, cabe à Justiça de São Paulo decidir se abre investigação para apurar a delação.
 
 
 
 
O documento sobre o depoimento de Alexandrino Alencar não detalha valores ou as formas de pagamento do caixa 2. Em outra delação – que não faz parte desse processo e que foi divulgada em março deste ano –, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, disse que pagou R$ 150 milhões à campanha de Dilma. Parte do valor (não especificado) foi repassado como caixa 2. Na época, DIlma negou ter autorizado pagamentos não contabilizados.

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