7 de maio de 2019

PRODUTOR DE QUEIJO SERIDOENSE É CONVIDADO PARA COMPETIÇÃO MUNDIAL NA FRANÇA

As lágrimas rolam com facilidade quando Lucenildo Souza, mais conhecido como Galego, lembra da sua trajetória. “Um matuto véi”, como ele mesmo define, que começou a produzir queijo na fazenda do patrão em Jucurutu quando tinha 20 anos, hoje é dono da própria queijeira, acumula nove premiações nacionais e regionais e agora foi convidado para participar 4ª edição da Mondial Du Fromage – Et Des Produits Laitiers em Tour, na França, uma competição internacional de queijo. 







 



“Nunca imaginei que isso fosse acontecer um dia. Sempre procurei fazer um produto bom, para quando chegasse na mesa do consumidor, ele sentisse a diferença. Tenho muito orgulho de ter chegado nesse patamar”, diz, emocionado. O convite para participar da competição na França veio depois da queijeira Serra de Santana ser premiada por dois anos consecutivos no Prêmio Queijo Brasil, realizado em São Paulo. Em 2017, o queijo de coalho de Galego recebeu medalha de ouro na categoria tradicional e em 2018 foi a vez do de manteiga ser reconhecido com o segundo lugar.




 
O evento de alcance mundial é um marco na história do produtor, que coloca na rua 160 quilos de queijo de coalho diariamente. O item é produzido de maneira artesanal, na zona rural de Tenente Laurentino Cruz, com ajuda da esposa e de dois funcionários. Mas esse número vai mais do que dobrar quando a queijeira de Galego estiver construída e certificada, através do investimento do Governo do Estado por meio do acordo de empréstimo com o Banco Mundial. Ele foi um dos selecionados pelo Edital de Leite e Derivados lançado em 2017, e que agora será retomado pela governadora Fátima Bezerra. 





 
A nova queijeira terá capacidade para processar até dois mil litros de leite, podendo ser em dois circuitos em turnos diferentes, totalizando quatro mil litros diários. O que na produção de Galego significa em torno de 360 quilos de queijo de coalho, além de uma pequena parcela de queijo de manteiga e manteiga de garrafa. Um dos maiores sonhos do produtor é ampliar mercado e conseguir eliminar a figura do atravessador de seu negócio.
 





“Quero chegar aos grandes supermercados, agregar valor ao meu produto e não ficar morrendo na mão de um atravessador. Chego a vender em Natal o quilo de queijo por R$ 30, enquanto o atravessador me paga R$ 14,50. Esse projeto abriu uma grande porta e nós vamos aproveitar”, projeta. 



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