25 de agosto de 2017

“BACURAUS” NA GAIOLA! JUSTIÇA FEDERAL HOMOLOGA DELAÇÃO DE EMPRESÁRIO LIGADO A HENRIQUE ALVES

O juiz federal Francisco Eduardo Guimarães homologou a delação do empresário Fred Queiroz, ligado ao ex-ministro Henrique Alves, que foi preso na operação Manus, deflagrada no dia 6 de junho. A informação foi confirmada pela Justiça Federal.
 
 
 
 
A operação investigou corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas. O ex-ministro Henrique Eduardo Alves foi preso na operação Manus e segue detido na Academia de Polícia.
 
 
 
 
O empresário Fred Queiroz também foi preso em 6 de junho, mas foi solto no dia 23 do mesmo mês após firmar acordo de colaboração com o Ministério Público Federal.
 
 
 
 
No dia 20 de junho, o Ministério Público Federal denunciou Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha por terem recebido propinas disfarçadas de doações eleitorais, oficiais e não oficiais. Em troca do suborno, afirma o MPF, eles teriam atuado para favorecer empreiteiras como OAS e Odebrecht nas obras da Arena das Dunas, em Natal, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
 
 
 
 
 
Além dos dois peemedebistas, o MPF também denunciou, no mesmo processo, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, o ex-dirigente da Odebrecht Fernando Reis, o empresário Fred Queiroz, aliado político de Henrique Alves, e o publicitário Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, cunhado do ex-ministro do Turismo.
 
 
 
 
 
Os seis foram investigados pela Operação Manus, um desdobramento da Lava Jato. A denúncia, de 89 páginas, pede que os acusados sejam, ao final da ação, condenados ao pagamento de R$ 15,5 milhões por danos materiais e morais para ressarcir os crimes que cometeram.
 
 
 

Um dos casos citados pelo Ministério Público Federal envolve a obra da Arena das Dunas, construída através de uma parceria público-privada para receber jogos da Copa do Mundo. Há um ano da Copa de 2014, o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte ainda não havia recebido o projeto executivo do empreendimento. A falta inviabilizava que o TCE/RN procedesse à análise de possíveis irregularidades, como sobrepreço ou superfaturamento. O impasse poderia levar à suspensão dos repasses de parcelas do financiamento por parte do BNDES e à consequente paralisação das obras.

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